quinta, 13 de dezembro de 2018
Política
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Senadores paraibanos consideram situação de Dilma Rousseff irreversível

Mislene Santos / 18 de agosto de 2016
Foto: Divulgação
A situação da presidente afastada Dilma Rousseff (PT) é irreversível na opinião dos senadores paraibanos. E a presença dela na fase final do processo de impeachment não vai mudar o resultado final, segundo os parlamentares. Há quem acredite que com isso, a petista poderá reverter alguns votos a seu favor, outros acham que a defesa pessoal não terá impacto algum sob o placar final e que o afastamento definitivo é uma questão irreversível.

O senador José Maranhão (PMDB) acredita que a defesa pessoal da presidente, no julgamento final do processo final de impeachment, poderá gerar mudanças no placar da votação, mas não o suficiente para impedir o afastamento definitivo da petista.

Para o parlamentar, a atitude de Dilma é um gesto importante, mas tardio. De acordo com Maranhão, a petista teve outras oportunidades durante o processo para comparecer ao Senador e não o fez. “Esse gesto é importante, mas tardio, por isso, acho que a presença dela não terá efeito substancial”, afirmou o peemedebista.

Lira. O presidente da comissão do impeachment no Senado, Raimundo Lira, disse que a presença de Dilma na votação final não terá impacto algum e que o seu afastamento definitivo é uma questão irreversível.  Segundo ele, a expectativa e que o placar seja entre 59 e 61 votos favoráveis a saída da petista, o que indica que Dilma deve perder dois apoiadores.

“Acho que ela está exercendo um direito que tem dentro do processo. Dilma também tem o direito de responder ou não as perguntas dos senadores”, declarou Raimundo Lira.  Com relação a votação, ele reafirmou que “ não há possibilidade alguma de redução do placar”. O peemedebista adiantou que não fará nenhuma pergunta a presidente afastada.

Cássio. O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima, acredita que até o final de agosto a presidente Dilma estará afastada definitivamente de suas funções assumindo por conseqüência em definitivo o vice-presidente Michel Temer (PMDB).

“Os crimes foram cometidos de forma inegável. Portanto ela será condenada. Foram esses graves crimes que levaram o Brasil a maior crise econômica da nossa história. A presença dela legitima o processo e acaba com o discurso do golpe. Seria o presidente do STF um golpista? A presença será um epílogo triste de um livro que terá sua última página virada.”, disse Cássio.

O processo. No dia 25 deste mês será aberta a sessão extraordinária para julgar a presidente por suposto crime de responsabilidade. Os trabalhos estão previstos para  iniciarem às 9h, horário de Brasília e só serão interrompidos a cada quatro horas em intervalos de 60 minutos. Dilma Rousseff, que foi afastada do cargo desde maio, enfrenta na próxima semana a etapa final de seu julgamento de destituição, acusada de ter violado a Constituição ao autorizar gastos à revelia do Congresso.

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