domingo, 18 de fevereiro de 2018
Impeachment
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Senador garante ficar neutro na Comissão

Mislene Santos / 22 de Abril de 2016
Foto: Divulgação
O presidente da Comissão Especial que vai julgar o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) no Senado, Raimundo Lira (PMDB), disse ontem que abriu mão do seu status de pró-impeachment pela neutralidade que a função exige. “Não posso dizer que sou a favor ou contra o impeachment enquanto estiver presidente a comissão. Minha posição será suprapartidária e não apenas de um peemedebista, pois há vários partidos envolvidos neste processo”, declarou o senador. Raimundo Lira assegurou que trabalhará com a isenção que o cargo que lhe foi confiado exige.

Ele disse ainda que só abrirá mão da neutralidade no momento da votação do impeachment no plenário do Senado. “Neste momento, manifestarei meu posicionamento como qualquer senador, mas isso só acontecerá no final do processo”, destacou Raimundo Lira.

Antes de ser escolhido para presidir a comissão no Senado, Raimundo Lira tinha afirmado que votaria a favor do impedimento da presidente Dilma seguindo a determinação do PMDB. O senador tinha externado ainda, não ter dúvida de que o pedido de impeachment seria acatado na Casa. “Hoje há um entendimento de que a profunda crise que assola o País será resolvida quando resolver a crise política, por isso, acho que assim como ocorreu com Collor, o impeachment é irreversível e será acatado pelo Senado”, ressaltou o senador.

Com relação ao vice-presidente Michel Temer assumir o comando do País, Raimundo Lira disse que há uma compressão do Congresso de que é necessário deixar “o presidente Temer com liberdade para formar sua equipe. Já existe uma certeza de que ele vai diminuir o número de ministérios e vai ficar entre 20 e 25”, arrematou.

Admissibilidade - Para a admissibilidade do processo do impeachment seja aberto no Senado são necessários os votos da maioria absoluta dos votos dos senadores, ou seja, 41 votos.

Para a cassação e afastamento em definitivo da presidente do cargo, o quorum necessário é de 2/3 dos senadores, o equivalente a 54 senadores.

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