terça, 25 de setembro de 2018
Política
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Semana decisiva em Brasília e pais vive clima de novo governo

Redação / 09 de maio de 2016
Foto: Divulgação


O plenário do Senado se reúne na tarde desta segunda-feira (9) para realizar a leitura da ementa com o resultado da votação na Comissão Especial que recomendou a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A sessão está marcada para as 14h. Após a leitura do documento, o parecer e o resultado da votação serão publicados no "Diário Oficial do Senado". A partir daí, serão contadas 48 horas para a votação no plenário. Para abrir o processo, são necessários 41 votos entre os 81 senadores.




A semana será decisiva para o governo Dilma Rousseff. Na quarta-feira, deve ocorrer a votação pelo plenário da Casa, cujas previsões é de que seja confirmado o afastamento da petista pelo prazo de 180 dias. O substituto imediato, o  vice-presidente Michel Temer, ultima a formação do ministério de seu governo com a missão de dar um novo ritmo administrativo que resgate o desenvolvimento do País, fortemente atingido pela crise político-econômica nos últimos meses.




Michel Temer deve atacar nos primeiros dias o principal gargalo da administração federal: a relação institucional com o Congresso Nacional. Para isso, busca um governo de coalizão com uma base de sustentação vigorosa para realizar as mudanças necessárias para recuperar a economia. O caminho é a formação de uma equipe ministerial que atenda a composição partidária e, ao mesmo tempo, seja capaz de recuperar a economia.


Para a pasta da Fazenda, Temer busca alguém com credibilidade no mercado e interlocução com o Congresso. O nome de Henrique Meireles, ex-presidente do Banco Central no governo Lula, aparece como ‘o cara’ para essa composição.




Michel Temer, segundo aliados, teria decidido este fim de semana que vai retomar o plano de promover um corte substancial na máquina do governo e, com isso, reduzir no primeiro escalão o leque das barganhas políticas de sua eventual base aliada. Ter uma estrutura mais enxuta era plano original de Temer, que foi abandonando a ideia à medida que dirigentes partidários apresentaram pleitos para ocupar cargos por apoio no Congresso. O recuo foi criticado até por aliados, que acusavam Temer de repetir os mesmos erros de Dilma Rousseff. O vice sentiu o peso da reprovação pública à negociação de espaços.




Há, no entanto, um receio de que a retomada dos planos abale a tentativa de Temer de construir uma base ampla na Câmara, o que inviabilizaria a aprovação de projetos, e até mude alguns voto no Senado, que deve apreciar o afastamento de Dilma nesta quarta-feira (11).




Dilma tem 32 ministérios. Temer havia pensado primeiro em algo em torno de 20, depois disse que não conseguiria cortar a menos do que 26. O vice já começou a informar dirigentes de partidos aliados sobre seus planos. Para convencer o PSDB a ter menos espaços, o próprio Temer foi no domingo à noite, segundo aliados, se encontrar com o presidente do partido, Aécio Neves (PSDB-­MG).




Os possíveis ministros que já estiveram no Governo Lula e estão sendo sondados são Henrique Meirelles, para a Fazenda; Nelson Jobim, para a Defesa; Geddel Vieira Lima, para a Secretaria de Governo; Romero Jucá, para o Planejamento; Roberto Rodrigues, para a Agricultura; Eliseu Padilha, para a Casa Civil; José Serra, para a Saúde; Ronaldo Caiado, para Agricultura; Roberto Rodrigues, para Agricultura; Marcos Montes (PSD), para Agricultura; Aloysio Nunes, para as Relações Exteriores; Sérgio Amaral, para as Relações Exteriores; Afonso Bevilaqua, para o Banco Central; Ilan Goldfajn, para o Banco Central; Carlos Hamilton Araújo, para Secretaria de Política Econômica ou Tesouro; Mansueto Almeida, para o Tesouro Nacional.


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