domingo, 27 de maio de 2018
Política
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Quinze deputados analisam estratégias de alianças para eleições 2018

Adelson Barbosa dos Santos / 14 de Março de 2018
Foto: Assuero Lima
A 24 dias para o término da janela que permite a troca de partido, pelo menos 15 deputados estão indefinidos quanto ao futuro, mas se articulam para ingressar em legendas que lhes garantam condições de vitória nas eleições de outubro.

O emedebista Raniery Paulino disse que não deixa o partido em hipóteses alguma. Segundo ele, o MDB tem história e todos os políticos que hoje integram o cenário eleitoral já passaram pelo MDB ou já votaram no candidato a governador da legenda, José Maranhão.

Para Raniery, quem ingressar no MDB terá um caminho mais fácil para chegar à Assembleia ou à Câmara Federal do que há quatro anos. “O MDB foi interessante para quem quis se eleger nas eleições passadas. Hoje, o quadro é parecido. No entanto, o senador José Maranhão precisa aprofunda o diálogo interno”, disse Raniery.

O deputado Renato Gadelha declarou que o seu partido, o PSC, estuda a melhor opção para o quadro eleitoral deste ano. Defendeu o nome do ex-deputado estadual e ex-prefeito de Sousa, André Gadelha, para vice do senador José Maranhão. “Andrezão é a melhor opção”, frisou Renato Gadelha, descartando a possibilidade do seu irmão, Marcondes Gadelha, ser o candidato a vice.

João Gonçalves, (PDT) disse não ter motivos para deixar o partido. Segundo ele, a legenda apóia o governador Ricardo Coutinho e marchará com a candidatura de João Azevedo a governador pelo PSB. “Apoio o projeto de João Azevedo e o meu partido, o PDT, está com ele e com o governador Ricardo Coutinho”, declarou.

João Henrique disse que é o último remanescente do Democratas na Paraíba e que vai deixar a legenda. “Quando eu me elegi pelo Democratas, a bancada era de sete deputados. Todos saíram e apenas eu permaneci”,observou, acrescentando que foi eleito pela primeira vez filiado ao Democratas porque era um dissidente do partido. João Afirmou ter recebido convites do MDB, PSC, PSDB e PPS.

“Estou avaliando e vou escolher o melhor”, comentou. João Henrique demonstrou estar propenso a ingressar no PPS, caso o partido vá mesmo para as mãos do deputado federal Pedro Cunha Lima, hoje filiado ao PSDB. Indagado se vai acompanhar o deputado Rodrigo Maia (Democratas) ao interior da Paraíba, como pontapé inicial da campanha rumo ao Palácio do Planalto, João Henrique respondeu: “Nunca”.

Estratégia no DEM

O suplente de deputado Raoni Mendes (Democratas), ao contrário de João Henrique, anunciou que acompanhará a visita de Rodrigo Maia. Raoni frisou que permanecerá filiado à legenda. Disse que avaliou bem e que o Democratas, estrategicamente, é a melhor opção para ele ser deputado pelos próximos quatro anos.

Jeová Campos disse que está bem no PSB e que a grande quantidade de deputados que disputarão à reeleição pelo partido não atrapalha seus planos. Disse que os futuros deputados socialistas serão bem acolhidos no partido. Dentre os novos socialistas estarão o deputado Antônio Mineral, eleito pelo PSDB.

Jullys Roberto afirmou que está analisando a possibilidade de trocar o MDB por outra legenda. Vai depender da decisão que for tomada pelo pai dele, o ex-deputado Márcio Roberto.

Estão para decidir os deputados Arthur Cunha Lima Filho, Inácio Falcão, Branco Mendes, Edmilson Soares. Os três últimos hoje estão sem partido e aguardam uma orientação do governador Ricardo Coutinho. O deputado Nabor Wanderley (MDB) não compareceu, nessa terça-feira (13), à Assembleia, mas acompanhará o filho, Hugo Motta se o mesmo for confirmado na presidência estadual do PRB.

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