quarta, 13 de dezembro de 2017
Política
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Prefeita terá que sair da cidade após acusação de desvio

Joselyne Simão / 22 de julho de 2015
Foto: Nalva Figueiredo
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) estima que mais de R$ 70 mil foram desviados da Prefeitura de Monte Horebe, no Sertão do Estado, para as contas pessoais da prefeita, Cláudia Aparecida Dias (DEM), e do ex-prefeito, Erivan Dias Guarita. Além deles, também está sendo investigado o secretário municipal da Administração, Erivaldo Jacó de Sousa. Os gestores são alvos da Operação ‘Monte Sinai’, uma ação conjunta do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), em parceria com a Controladoria Geral da União (CGU) e a Polícia Militar (PMPB) deflagrada ontem.

Segundo determinação do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), a prefeita e o secretário estão afastados das funções administrativas, desde ontem, por tempo indeterminado. Além disso, os apontados pela investigação por desvio de dinheiro público, em Monte Horebe, estão impedidos de se aproximarem de prédios públicos do município, pela distância mínima de 100 metros.

R$ 50 mil em conta particular

De acordo com o coordenador do Gaeco, promotor Octávio Paulo Neto, o dinheiro, oriundo da Prefeitura e encontrado na conta da prefeita está avaliado acima de R$ 50 mil. “São valores verificados e constatados na conta da prefeita e estamos esperando outras informações para calcular todo o prejuízo ao erário. Na do ex-prefeito, temos conhecimento do valor de R$ 20 mil, até o momento”, alegou.

Segundo Octávio o MPPB está esperando mais informações do Banco do Brasil para fechar o valor exato. Ele disse que a operação desencadeou pedidos de busca e apreensão exatamente para reunir mais informações e provas para mensurar os danos causados aos cofres públicos.

O promotor ressaltou ainda que não há justificativa, dentro do direito administrativo, que ampare a conduta adotada pela prefeita nos atos ilícitos descobertos pela investigação. “É injustificável um dinheiro oriundo de um processo de uma licitação, pago por empresas contratadas pelo município e descontados em cheques na conta da prefeita, assim como também na de funcionários fantasmas que repassavam os valores para ela”, disse.

Cláudia se diz surpresa

A prefeita afastada disse que recebeu com surpresa a decisão judicial que lhe afastou do cargo e obrigou a guardar distância dos prédios públicos do Município. Ela se reuniu com advogados, em João Pessoa, para ingressar com as medidas judiciais cabíveis para retornar ao comando da Prefeitura e ser excluída da autoria do caso.

“Eu recebo com surpresa essa decisão, porém tranquila, pois tudo será devidamente esclarecido. Estou inteiramente à disposição da justiça, porque os fatos não ocorreram na minha gestão, mas na gestão anterior. A documentação há muito já fora fornecida aos órgãos competentes”, declarou a prefeita de Monte Horebe.

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