quarta, 13 de dezembro de 2017
Política
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Partidos nanicos reclamam da reforma política

Joselyne Simão / 13 de julho de 2015
Foto: Divulgação
vadas pela Câmara dos Deputados na reforma eleitoral deixou em alerta metade dos 32 partidos com registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). É que os parlamentares decidiram pela redução do tempo de campanha de 90 para 45 dias e que apenas candidatos das legendas com mais de nove deputados federais eleitos participarão de debates durante o período eleitoral.

Eles ainda temem de qual forma serão instituídas as cláusulas de barreira, que devem tirar tempo de televisão. Pelas novas regras, esse tempo passa a ser determinado com base nas cadeiras conquistadas na Câmara por cada sigla.

Segundo os dirigentes do PMN, PCO, PTC e PSTU na Paraíba a reforma política não tem contribuído para o processo eleitoral democrático no país e vem desprivilegiando as legendas menores, impedindo o crescimento a ascensão do grupo.

O presidente estadual do PSTU na Paraíba, Marcelino Rodrigues, disse que a decisão submete as legendas com pouca representação em Brasília ao interesse dos maiores e não permite que a classe trabalhadora esteja devidamente representada na esfera nacional.

“Isso coloca quase na clandestinidade os partidos menores e o dito discurso de mudança por meio da reforma política caminha no sentido contrário do que devia”, comentou. Segundo ele é preciso que essas legendas se unam para lutar, no pouco espaço que ainda possuem, para que seja possível o diálogo e a apresentação das ideias que os mantém no cenário político.

Para a presidente do PCO, Lourdes Sarmento, a questão da cláusula de barreira afeta diretamente os partidos e impede o confronto de ideias no processo, onde todos deveriam ter possibilidade de apresentar ao público, de forma igualitária, o que pretendem realizar na gestão. “Se é um processo eleitoral é um absurdo essa lei que beneficia quem detém a maior fatia do dinheiro. Qual o sentido de uma eleição dessa forma que acaba sendo um jogo de cartas marcadas”, lamentou.

Lourdes ainda considerou que da forma como a reforma política vem caminhando deve ficar cada vez mais difícil o enfrentamento político no país e defendeu uma reforma constituinte. “O caminho agora é lutar por um plebiscito, porque só com a participação popular podemos ter mudanças reais. Estamos vendo golpe por cima de golpe. Estão colocando as raposas para tomar conta do galinheiro”, comentou.

Já para Lídia Moura, presidente do PMN no Estado o processo eleitoral não poderia estar restrito a uma norma como essa, mas sinaliza para pontos positivos nas propostas apresentadas. “Acho que tem avanços, porque as pessoas não querem assistir discursos enfadonhos, demorados e pode ter efeitos positivos. O que me preocupa é a postura que os candidatos podem tomar neste processo”, disse.

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