sexta, 22 de junho de 2018
Impeachment
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Senadores paraibanos vão lutar pelo impeachment da presidente Dilma

Alexandre Kito e Mislene Santos / 18 de abril de 2016
Foto: Divulgação
A bancada paraibana no Senado composta por dois senadores do PMDB - José Maranhão e Raimundo Lira e um do PSDB, Cássio Cunha Lima - votará favorável ao impeachment da presidente Dilma. A posição dos peemedebistas foi definida quinta-feira passada em uma reunião com os deputados federais e senadores, comandada pelo presidente Estadual da legenda, José Maranhão.

A posição do senador Cássio Cunha já é conhecida, pois o PSDB faz oposição ferrenha ao governo Dilma e ao PT. Além disso, o parlamentar é o líder dos tucanos no Senado. Ele disse que essa será uma decisão importante que revelará bem o espírito carnavalesco que o Brasil tem.

“Às vezes se olhar no espelho dói, mas o Congresso Nacional com todos os seus defeitos nunca faltou ao povo brasileiro. A Câmara decidiu em consonância com o sentimento da maioria do povo brasileiro que sempre manifestou apoio ao processo de impeachment que chegará agora ao Senado”, avaliou o senador.

Cássio Cunha Lima explicou que a comunicação chegar ainda nesta segunda-feira (18) e será lida na terça-feira (19) em plenário, conforme prevê o Regimento Interno da Casa. “Amanhã mesmo será instaurada uma Comissão com 21 senadores para analisar a admissibilidade do processo no âmbito do Senado. Para isso, é necessária maioria simples, ou seja, 41 votos. Asseguro que a esta altura nós temos no mínimo 45 senadores já decididos a votar pela admissibilidade”, adiantou.

Aceita a admissibilidade pelo Senado, a presidente Dilma será afastada do cargo, Cássio prevê que isso deve acontecer na primeira semana de maio, quando o parecer do Senado deverá ser votado em plenário. Com o afastamento da presidente, assume temporariamente o vice Michel Temer.

PMDB

Para o presidente estadual do PMDB, senador José Maranhão a votação na Câmara superou todas as expectativas da oposição. Segundo ele, foram 25 votos a mais do esperado. “No Senado, proporcionalmente, os votos pelo impeachment será bem maior do que o que aconteceu na Câmara”. Ele não quis arriscar um placar na votação da Câmara. “Arrisco um placar mais forte do que o da Câmara”.

Com relação a possíveis punições aos deputados que não seguiram a determinação do partido e votoram contra o impeachment, Maranhão acredita que não haverá sanções contra estes peemedebistas. “Não é tradição do PMDB punir quem tem posicionamentos divergentes da orientação partidária”, comentou.

Lira defende presidência para o PMDB

Com 18 representantes, o PMDB tem a maior bancada no Senador e deve ficar com a presidência da comissão processante ou com a relatoria que será formada na Casa. O senador Raimundo Lira (PMDB) defende que o partido opte em ficar com a presidência da comissão.

“Se o PMDB ficar com a relatoria corre o risco de se pedir a anulação do processo no Senado, sob o argumento de que o partido agiu com interesse próprio, pois o vice-presidente seria diretamente beneficiado com a saída da presidente”, justificou o senador.

Lira assegurou não ter dúvida de que o pedido de impeachment da presidente Dilma será acatado no Senado, pois há um conhecimento da classe política brasileira que esse momento histórico pertence ao Congresso Nacional. “Hoje há um entendimento de que a profunda crise que assola o País será resolvida quando resolver a crise política, por isso acho que assim como ocorreu com Collor, o impeachment é irreversível e será acatado pelo Senado”, ressaltou o senador.

Com relação ao vice-presidente Michel Temer assumir a comando do País, Raimundo Lira disse que há uma compressão do Congresso de que é necessário deixar “o presidente Temer com liberdade para formar sua equipe. Já existe uma certeza de que ele vai diminuir o número de ministérios e vai ficar entre 20 e 25”, arrematou.

A avaliação de Raimundo Lira sobre o resultado da votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff, na Câmara dos Deputados ocorreu de acordo previsões do partido. Segundo ele, a direção nacional contabilizou cerca de 360 votos. “Foi um resultado muito bom e o fato que surpreendeu foi apenas duas ausências e ao que tudo indica justificadas por questão de saúde”, avaliou.

Com o afastamento da presidente, o Senado terá um prazo de 180 dias para a realização do julgamento do mérito. O prazo para esse julgamento é de até seis meses.

Para a admissibilidade do processo do impeachment seja aberto no Sendo são necessários os votos da maioria absoluta dos votos dos senadores, ou seja, 41 votos.  O processo e autorizar o seu seguimento Para a cassação e afastamento em definitivo da presidente do cargo, o quorum é de 2/3 dos senadores, o equivalente a 54 senadores.

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