quinta, 22 de fevereiro de 2018
Impeachment
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Os destinos de Dilma e do Brasil nas mãos de 513 deputados federais

André Gomes / 17 de Abril de 2016
Foto: Agência Câmara
A Câmara decide hoje a admissão do processo de impeachment. O afastamento da presidente será decidido pelo Senado. A sessão será aberta às 14h com a fala dos líderes e, logo em seguida, começa o encaminhamento da votação, quando será aberta a votação e a orientação de bancadas. O dia promete ser de tensão e nervos a flor da pele por partidários da presidente e aqueles que defendem o seu afastamento.

Atos estão programados para acontecer em todo o Brasil contra e a favor do impeachment. No gramado do Congresso Nacional já foi colocado uma proteção dividindo ao meio com o objetivo de dividir o público que deve se dirigir ao local para acompanhar a votação dos deputados sobre a continuidade do processo no Senado.

Nessa fase do processo na Câmara, os líderes terão um minuto para orientar os deputados. Para o impeachment passar na Câmara, são necessários 342 votos.

Diante do momento de instabilidade política e econômica, especialistas traçaram para o Jornal Correio um panorama do que poderá acontecer no país com a aprovação da continuidade do processo de impeachment ou a sua reprovação. Diante da atual conjuntura, a expectativa é de que o Brasil passe por momento de paralisia tanto na política, quanto na economia.

Mapa

O país deve ficar paralisado

Para o professor e cientista político, Fábio Machado, o Brasil enfrentará sérios problemas caso seja dada continuidade ao impeachment hoje na Câmara dos Deputados. Ele acredita que se os deputados federais votarem pela autorização da continuidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) o país enfrentará um quadro de paralisia pelo menos nos próximos quatro meses.

“Os agentes econômicos devem aguardar com cautela como se posicionará o novo governo e sua desenvoltura principalmente no Congresso. É necessário se recompor a governabilidade para então desenvolver medidas que tirem o país da crise e retome o crescimento”, destacou o professor.

Fábio Machado lembrou ainda que mesmo afastada pelo Senado, a presidente pode aguardar a definição do plenário ainda na residência oficial da presidência da República e isso pode criar, pelo menos por enquanto, um clima de instabilidade.

Rearranjo político

Na avaliação do professor Fábio Machado, caso a Câmara decida pelo não avanço do processo de impeachment de Dilma, o Brasil terá uma possibilidade de rearranjo, tanto político quanto econômico. “Teremos um momento crítico de todas as maneiras, mas a presidente poderá retomar o controle e deve, imediatamente, propor uma reforma política no Brasil”, disse.

O professor acredita que seria menos desgaste para o país se a presidente continuar no mandato. De acordo com ele, a crise política deverá ser a primeira a ser resolvida para que, a partir disso, possa apresentar um plano de retomada do crescimento. “Por mais que a presidente tenha dificuldades para retomar uma base de apoio no Congresso, as possibilidades aumentarão com sua permanência”, destacou.

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