quarta, 20 de junho de 2018
Impeachment
Compartilhar:

Após confusões, sessão do impeachment é suspensa

Redação com agências / 26 de agosto de 2016
Foto: Divulgação
Após duas discussões acaloradas, consecutivas, na sessão do julgamento final do impeachment, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do processo de impeachment, Ricardo Lewandowski, suspendeu a sessão para serenar os ânimos, após bate-boca entre os senadores Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Lindbergh Farias (PT-RJ). Lewandowski chegou a dizer que usaria seu "poder de polícia" para conter os ânimos e desligou os microfones.

O tumulto nesta sexta começou quando Lindbergh chamou Caiado de "desqualificado". Houve reação de outros senadores e discussão acalorada. Lewandowski tentou interromper a fala de Lindbergh e cortou os microfones.

"Senador me ouça. Senador Lindberhg, eu peço a Vossa Excelência que me ouça. Eu não posso admitir palavras injuriosas a qualquer senador. Vou usar meu poder de polícia para exigir respeito mútuo e recíproco. Eu vou desligar os microfones",  apelou  Lewandowski.

Mesmo com os microfones desligados, os senadores continuaram trocando ofensas.

Retomada a sessão, uma nova confusão se instalou no Senado. Desta vez, como presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB) por conta de  comentários dos peemedebista em  relação à senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR).

Calheiros solicitou a palavra apelar aos colegas que tenham  por bom senso e compostura durante o julgamento da presidente afastada Dilma Rousseff. Um pouco antes, Lindbergh Farias e Ronaldo Caiado trocaram farpas ácidas no plenário do Senado.

Depois de se desculpar com Lewandowski pelo comportamento de alguns senadores, Renan criticou Gleisi pelas declarações que da parlamentar de que a Casa “não tinha moral” de julgar uma presidente da República. A declaração já havia causado tumulto na quinta e voltou a provocar a polêmica nesta sexta.

“Ontem a senadora Gleisi chegou ao cúmulo de dizer que o Senado não tinha moral para julgar a presidente da República. Isso não pode acontecer, como uma senadora possa fazer uma acusação dessa?”, indagou Renan Calheiros.

Ele também lembrou o episódio da prisão do marido de Gleisi Hoffmann, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, pela operação Custo Brasil. “Justamente uma senadora que o Senado conseguiu desfazer o seu indiciamento e o do seu marido pela Polícia Federal”.

Com isso, Lewandowski suspendeu a sessão e antecipou o intervalo  almoço. A sessão deve ser retomada às 13h.

 

Relacionadas