segunda, 23 de outubro de 2017
Política
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Gestores paraibanos planejam cortes de gastos para pagar o 13º salário

André Gomes / 11 de outubro de 2017
Foto: Divulgação
As quedas constantes nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e nas arrecadações locais têm levado prefeitos paraibanos a adotarem medidas drásticas para garantir o pagamento do 13º salário dos servidores. Exonerações e corte de até 50% dos salários dos cargos de primeiro escalão são algumas das ações adotadas.

No município de Juru, no Sertão paraibano, o prefeito Luiz Galvão (PSB) está discutindo com a equipe econômica a possibilidade de exoneração de todos os servidores que possuem cargos comissionados e contratados nos meses de novembro, dezembro e janeiro. Também está sendo estudada a redução dos salários do prefeito, vice e dos secretários municipais em 50%, por tempo indeterminado.

“Estamos trabalhando no limite para manter o município e os programas sociais funcionando. Nós temos aqui cinco PSFs recebendo um FPM 0,6 quando deveríamos receber um 0,8. As quedas nas receitas têm afetado diretamente as administrações e infelizmente nos sentimos de mãos atadas”, desabafou Luiz Galvão.

De acordo com o prefeito de Juru, mesmo com todas as medidas que serão adotadas, a folha do 13º salário será paga graças a uma medida adotada desde o ano passado. “Decidimos pagar 50% do décimo já no dia do aniversário de cada servidor. Assim, em dezembro temos uma folha extra reduzida”, explicou.

Em Princesa Isabel, a situação é a mesma. As dificuldades financeiras levarão o prefeito Ricardo Pereira (PSB) a exonerar os cargos comissionados durante os meses de novembro, dezembro e janeiro. Pereira disse que não tem garantias de recontratar os servidores no próximo ano. “Isso vai depender das receitas e também da Lei de Responsabilidade Fiscal, que graças a Deus estamos cumprindo. Vivemos dias de muitas dificuldades”, afirmou.

Ricardo Pereira revelou ainda que sugeriu ao senador Raimundo Lira a apresentação de uma PEC, no Congresso, para que os municípios tivessem 1% a mais do FPM também no mês de setembro. “O senador acatou nossa idéia e apresentou a PEC que está tramitando. Se aprovada, vai dar um alívio financeiro as prefeituras”, disse.

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