sábado, 18 de novembro de 2017
Política
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Em encontro com governadores, Dilma pede união para superarem crise juntos

Redação / 31 de julho de 2015
Foto: ICHIRO GUERRA/PR
A presidente Dilma Rousseff disse ontem que o Brasil passou a exigir muito dos governos e dos serviços públicos. “Nosso povo está sofrendo, e muita coisa tem de melhorar”, disse ela, durante reunião com governadores no Palácio da Alvorada. Acrescentou que “nenhum governante pode se acomodar”.

Dilma reconheceu que o País passa por “dificuldades”, como a alta da inflação e a desvalorização da moeda, e pediu ajuda aos chefes nos Estados para “enfrentar os problemas juntos”.

Durante discurso de meia hora a governadores de todo o país, a presidente reconheceu que o Brasil passa por “dificuldades”, como a alta da inflação e a desvalorização da moeda, e pediu ajuda para “enfrentar os problemas juntos” e, assim, superar a crise econômica.

Dilma aproveitou a reunião de ontem para mandar recados a setores da oposição que defendem seu impeachment e disse que sabe “suportar pressão e até injustiça”. Logo no início da sua fala lembrou o “patrimônio” do processo democrático em que todos foram eleitos.

Segundo ela, o período para cumprir promessas de campanha é até 2018, portanto, o fim do mandato. Dilma elencou problemas econômicos que o Brasil enfrenta, segundo ela, desde agosto de 2014, como “o colapso no preço das commodities, a grande desvalorização da moeda, com impacto nos preços e na inflação”. Mas afirmou que “isso não é desculpa para ninguém”.

Dilma disse ainda que o governo federal “tem que arcar com a responsabilidade e assumir suas condições” mas, ao mesmo tempo, “algumas medidas afetam os Estados e, portanto, os governadores têm que ter clareza” da situação. Ainda enfatizou que diferenças políticas não podem se sobrepor aos interesses do país e que a cooperação entre os governos é uma obrigação constitucional.

Ela deixou de lembrar que “assumiu” o desgaste de vetar algumas medidas de “grave impacto” nas contas públicas, como o reajuste do salário do Judiciário, aprovado em junho pelo Senado, mas ressaltou que há outros em pauta “que terão impacto sobre os Estados sem sombra de dúvida”.

Estabilidade para governar

O governador da Paraíba, Ricardo Coutinho, falou após a reunião e destacou que a recuperação da economia está ligada à manutenção da estabilidade política. “É importante a estabilidade política para gerar, inclusive, estabilidade econômica. O País não pode permanecer apartir de uma instabilidade política gerando uma instabilidade econômica. Para todos é importantíssimo que se resgate a estabilidade  e garantindo a governabilidade pra quem, que assim como nós goivernadores, a presidente Dilma também foi eleita”, comentou.

Ele considerou a reunião um momento muito importante para as relações federativas dos Estados com a União. “Acho importaqntíssimo esse momento em que a presidente reúne 27 governadores para tratar de temas fundamentais como o equilibrio fiscal, governabilidade, segurança, acidentes de trânsito, que são pautas essenciais”, comentou.

Ricardo também destacou o aceno do governo para novas operações de crédito. “São recurso novos para mais investimento numa hora que o pais está vivendo uma instabilidade muito ligada à questão política. Precisamos da estabilidade. Os governadores foram expressar o compromisso com a estabilidade e também de querer ser ouvidos antes de qualquer medida de impacto”, afirmou o governador.

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