segunda, 19 de fevereiro de 2018
Eleições
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Sem acordo, carreatas ficam liberadas em João Pessoa

Adriana Rodrigues / 02 de setembro de 2016
Foto: Rafael Passos
As carreatas vão continuar pelas ruas de João Pessoa na campanha eleitoral deste ano. A juíza Agamenilde Dias Arruda, da 76ª Zona Eleitoral e coordenadora da Propaganda de Rua na Capital, se reuniu ontem (02), à tarde, mais uma vez com representantes de coligações, dos partidos, das forças de segurança pública, dos órgãos de fiscalização e de controle, para tentar suspender a realização do evento por meio da celebração de um acordo. Mas, como uma das quatro candidaturas que estão na disputa pela Prefeitura não quis renunciar, houve a discussão da regras de disciplinamento para evitar incidentes e transtornos à população.

De acordo com a magistrada, a fiscalização das normas eleitorais e de trânsito será intensificada. Ela alertou que caberá a coligação que vai permanecer realizando o evento, a da candidata Cida Ramos (PSB), da coligação Trabalho de Verdade, terá que arcar com as consequências dos problemas que ocorrerem durante a realização da carreata e o descumprimento da legislação eleitoral e das normas de trânsito, porque os demais candidatos já se comprometeram a não realizarem o evento.

A juíza disse que uma portaria será publicada disciplinando a realização das carreatas, que só poderá contar com dois carros abertos, levando os candidatos e pessoal de apoio, que serão oficiais. Esses dois veículos serão previamente informados e cadastrados na Justiça Eleitoral. Também será proibida a utilização de motos, sem placas e sem canos de escapes para fazer barulho, como houve na primeira, e a circulação das carreatas em oito pontos da BR (rodovia federal) que corta a cidade.

Agamenilde parabenizou aos três candidatos que renunciaram ao direito de realizar carreatas – Charliton Machado (PT), Luciano Cartaxo (PSD) e Victo Hugo (Psol) -, pela sensibilidade e preocupação. “Sabemos que durante as carreatas acontecem muitos problemas, por ser uma festa a céu aberto, onde se requer muito da Justiça Eleitoral e dos órgãos de policiamento e de fiscalização. Não sabemos se esse tanto de esforço e trabalho, compensará o prejuízo da mobilidade urbana”, comentou, alertando para quem optou por realizar o evento ficar atento as proibições e permissões, porque já verificou que os excessos podem trazer problemas para os candidatos e para as coligações, que são os responsável pela festa cidadã.

A magistrada disse ainda, que teve a garantia de que contará com o aparato necessário para a segurança e policiamento dos eventos pelas forças de segurança públicas do Estado. Mas ressaltou, no entanto, que ser persistirem o clima de instabilidade e insegurança não ficará de braços cruzados e não deixará à população fique mais insegura ainda, pois vai formular pedido de reforço de tropa federal.

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