domingo, 27 de maio de 2018
Eleições
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Nabor lidera pesquisa na cidade de Patos

Adelson Barbosa dos Santos / 20 de setembro de 2016
Foto: Ilustração Correio
Se as eleições para prefeito de Patos (quinto maior colégio eleitoral da Paraíba, com 61.044 eleitores) fossem realizadas hoje, o deputado estadual e ex-prefeito Nabor Wanderley da Nóbrega Filho (PMDB) seria eleito com 41,4% dos votos, segundo pesquisa estimulada realizada pela empresa 6 Sigma Pesquisa e Consultoria Estatística LTDA, em parceria com o Sistema Correio de Comunicação.

Em segundo lugar, ficaria o candidato do PSDB, o também deputado estadual Dinaldo Wanderley Filho, com 37,8% dos votos. Segundo a 6 Sigma, o candidato do PT, Lenildo Morais, que hoje é prefeito interino, teria 3,8%.

Os candidatos da Rede Sustentabilidade e do Psol, Professor Jacob e Silvano Morais, teriam 1,7% e 1,4%, respectivamente. Os votos brancos e nulos seriam 6,4% e 7,3% dos entrevistados não souberam responder. Por fim, 0,2% não informou em quem votará.

A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 16 deste mês com 600 eleitores em 23 bairros de Patos e no distrito de Santa Gertrudes. Foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) sob o número 03936/2016. A margem de erro, segundo a 6 Sigma, é de 4 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%.

A cidade de Patos não tem segundo turno. A pesquisa 6 Sigma mostra a polarização entre dois candidatos da família Wanderley, uma das mais tradicionais na política sertaneja.

Naborzinho, como é conhecido o peemedebista, é filho do ex-prefeito Nabor Wanderley, que administrou a cidade de Patos entre os anos de 1955 e 1959.

Dinaldinho, como é conhecido o tucano, é filho do ex-prefeito Dinaldo Medeiros Wanderley, que administrou a cidade de Patos duas vezes na década de 1990. Dinaldo, o pai, foi eleito em 1992 e reeleito em 1996, derrotando, duas vezes o grupo de Nabor, para quem vem perdendo desde 2004.

Polarização entre PMDB e PSDB

Assim como ocorreu em João Pessoa e em Campina Grande, 6 Sigma dividiu Patos em zonas para facilitar a aplicação dos questionários.

Diferentemente da Capital e de Campina Grande, Patos teve uma zona a mais: a Central, que engloba a maioria dos eleitores de classes média e alta.

Em Patos, como na maioria dos municípios, tradicionalmente o eleitor se divide entre situação e oposição, desde o tempo em que a política era dominada pelo PSD e pela UDN, hoje representados pelo PMDB e PSDB.

Bairros

▶ Zona Central: Brasília, Centro e Santo Antônio.

▶ Zona Sul: Alto das Tubiba, Jatobá, Monte Castelo, Nova Conquista e Santa Cecília.

▶ Zona Leste: Ana Leite, Salgadinho, São Sebastião e Sete Casas.

▶ Zona Oeste: Bivar Olinto, Liberdade, Maternidade, Morada do Sol, Morro.

▶ Zona Norte: Bela Vista, Belo Horizonte, Distrito Industrial, Jardim Magnólia, Noé Trajano, Novo Horizonte, além do distrito de Santa Gertrudes.

intencao-de-voto-patos

Espontânea

37,2%

Nabor

31,6%

Dinaldinho

2,2%

Lenildo

1,0%

Professor Jacob

0,8%

Silvano

17,4%

Não sabe

8,2%

Branbco/nulo

1,0%

Nenhum

0,5%

Outros

0,2%

Não informou

Pedro Cézar: “Fazer pesquisa não é fácil”

Em entrevista ao Correio Debate (rádio) sobre pesquisas relacionadas à sucessão municipal em João Pessoa e Campina Grande, o consultor da 6 Sigma, Pedro Cézar Coelho, disse que “fazer pesquisa não é coisa tão fácil, como muita gente imagina”.

Segundo ele, interpretar as pesquisas também é uma tarefa muito difícil. “Muitas pessoas falam em erros nas pesquisas. Na verdade, o que acontece é falta de entendimento”, frisou o consultor da 6 Sigma, para quem é preciso saber interpretar bem os dados coletados em campo pelos entrevistadores.

Indagado sobre o elevado percentual de indecisos- no caso de Patos são 17,4% na consulta espontânea-, Pedro Cezar disse: “A massa de indefinidos pode ser distribuída proporcionalmente. Mas essa massa, não necessariamente se distribui. É possível que ela penda para um lado ou para o outro”.

De acordo com o consultor da 6 Sigma, a indecisão ocorre em elevado índice em todos os recantos do País porque os eleitores estão ressabiados com tantos escândalos.

“Por isso, em muitas cidades brasileiras, os eleitores indecisos, conforme mostram as pesquisas, só se definem na reta final da campanha”, declarou Pedro Cézar.

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