segunda, 19 de fevereiro de 2018
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Juíza da propaganda de rua não descarta convocar tropas federais para João Pessoa

Adriana Rodrigues / 30 de agosto de 2016
Foto: Assuero Lima
A juíza Agamenilde Dias Arruda, da 76ª Zona Eleitoral e coordenadora da Propaganda de Rua em João Pessoa, disse, no final da tarde de ontem, que a falta de aparato policial foi um dos causadores da confusão envolvendo um fiscal da Justiça Eleitoral e um militante da coligação Trabalho de Verdade, encabeçada por Cida Ramos (PSB), durante a carreata do domingo, na orla da Capital.

Ela não descarta a possibilidade de requisitar tropas federais, se o clima de instabilidade e insegurança permanecerem nos eventos, para reforçar a segurança do pleito na cidade.

A magistrada, que já está apurando o caso e analisando a representação que foi ajuizada pela coligação socialista contra o fiscal, se reúne hoje com os representantes das forças de segurança pública e dos órgãos de fiscalização e controle, para saber se eles terão ou não condições de oferecer estrutura para os grandes eventos da campanha, principalmente, carreatas e passeatas.

Segundo ela, a preocupação veio à tona, após se reunir com os fiscais da Justiça Eleitoral e demais servidores, que lhe trouxeram relatos sobre a falta de assistência das forças públicas.

O incidente do final de semana foi discutido também em reunião com o presidente no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), José Aurélio da Cruz, e com a corregedora Maria das Graças Moraes Guedes. À tarde, ela também se reuniu com os com os advogados dos partidos e coligações que estão na disputa na Capital, mas não conseguiu chegar a um consenso sobre a não realização das carreatas.

Ela revelou, que a única coligação que não está disposta a firmar acordo com o Ministério Público Eleitoral para não realização do evento foi a do PSB. “É um direito, porque a realização de carreatas é assegurada na legislação. Mas nenhum direito é absoluto. Temos que verificar a proporcionalidade, a razoabilidade do exercício de cada direito”, declarou.

Campina Grande. Na Rainha da Borborema a Justiça Eleitoral firmou acordo com as coordenações de campanha de todos os candidatos para que não sejam realizadas carreatas no centro da cidade, na chamada de ´zona de silêncio´ (Lei Municipal 4.877/2010).

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