quinta, 19 de outubro de 2017
Política
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Efeito crise: três prefeitos da PB anunciam cortes nos próprios salários em apenas um mês

Maurílio Júnior / 01 de setembro de 2015
Não é novidade que os municípios da Paraíba têm sofrido com a crise econômica do país. Só que agora até os prefeitos não escapam do arrocho. Prova disso é que, no intervalo de um mês, três gestores anunciaram corte no próprio salário para amenizar os custos. O caso mais recente foi o do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB), abrindo mão de 40% do seu salário até dezembro. Além dele, o vice Ronaldo Cunha Lima Filho também foi afetado. Outros que anunciaram o corte no próprio bolso foram os prefeitos de Boa Vista, Edvan Pereira (PSDB), em 20%, e o de Poço Dantas, José Gurgel Sobrinho (PSB), em 50%.

Em Campina Grande, a estimativa da prefeitura é de que uma ordem de R$ 1 milhão 100 mil seja economizada. Segundo Romero, a cidade sofreu redução no FPM e no ICMS, acarretando num prejuízo de R$ 1 milhão 890 mil. O mandatário ainda determinou a proibição da concessão de diárias para quem tenha de cumprir atividades profissionais no interior do Estado, redução de 50% em passagens aéreas, além de estabelecer a implantação de horário corrido na PMCG, ficando as atividades restritas ao período das 12h às 18h, com exceção para os serviços essenciais, a exemplo de saúde e educação.

Poço Dantas

Em Poço Dantas, o vice-prefeito e os secretários também foram atingidos com a medida, além das gratificações e horas extras pagas aos servidores. O socialista reduziu em 50% o próprio salário, do vice-prefeito e dos secretários. Além disso, ele também cortou gratificações e horas extras pagas aos servidores.

"Meu salário é doze mil reais, diminuiu para seis mil. O do vice-prefeito é seis mil, baixou para três mil e dos secretários, dois mil reais, que ficou em mil. Isso vai gerar uma economia de 40 a 45 mil reais por mês e o nosso município é de pequeno porte, com quatro mil habitantes. Isso vai fazer com que chegue o final do ano e a gente possa pagar o 13º dos funcionários e os fornecedores que precisam receber para manter os serviços da prefeitura", argumentou o prefeito.

Boa Vista

Em Boa Vista, o decreto prevê o congelamento em salários, vantagens e gratificações, em todos os níveis, bem como ficará proibido o pagamento de diárias e haverá, ainda, a redução em 20% do subsídio do Prefeito Municipal.

“É imperiosa a necessidade do município se adequar a atual crise financeira que passa o Brasil, além das quedas das fontes de receitas como FPM e da projeção de crescimento em reajustes fixados pelo Governo Federal, como energia e combustíveis”, disse o prefeito de Boa Vista Edvan Leite.

 

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