quarta, 26 de setembro de 2018
Política
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Deputado que assume presidência da Câmara Federal também é réu na Lava Jato

Redação com Agência EBC / 05 de maio de 2016
Foto: Antonio Augusto / Câmara dos Deputados
A presidência da Câmara Federal vai continuar nas mãos de um deputado que é réu da Operação Lato. Com o afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) quem assume a cadeira é Waldir Maranhão (PP-MA), apontado pelo doleiro Alberto Youssef como um dos deputados que recebeu dinheiro através da empresa GFD, usada por Youssef para distribuir propina.

Waldir Maranhão também é investigado em outros inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) acusado de lavagem de dinheiro, ocultação de bens, direitos ou valores. Durante a votação do prosseguimento do processo de impeachment da presidente Dilma, Waldir fez um discurso de que continuaria ao lado de Cunha, mas votou pelo não.

Em sua trajetória política, Waldir Maranhão está em seu terceiro mandato como deputado federal. Waldir Maranhão é citado, ainda, em inquéritos que apuram crime de lavagem de dinheiro no esquema investigado pela Operação Miqueias da Policia Federal, que trata de desvio de recursos de fundos de pensão e lavagem de dinheiro.

Pendências

Maranhão também traz no currículo outros questionamentos judiciais e eleitorais. Em 2010, teve rejeitada a prestação de contas referente às eleições para deputado federal por recebimento de recurso de fonte não identificada. Recorreu da decisão, mas perdeu, de acordo com informações do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA).

Ainda no TRE-MA, o deputado responde a uma representação movida pelo Ministério Público Eleitoral por captação ilícita de recursos. O processo corre em sigilo. Já no Tribunal de Justiça do Maranhão, o agora presidente interino da Câmara responde a ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual.

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