domingo, 19 de novembro de 2017
Política
Compartilhar:

Com a presença de Jandira Feghali, autoridades femininas debatem política em JP

Alexandre Kito / 12 de março de 2016
Foto: Assuero Lima
O seminário organizado por mulheres que fazem parte da política paraibana contou com a presença de autoridades políticas do sexo feminino e tinha como finalidade debater a mulher na política nacional. Mas, a discussão foi dominada pela atual conjuntura política e teve como principal foco a figura de um homem, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O líder político, que tem centralizado a discussão política atual, foi apoiado e defendido fortemente pelos parlamentares e representantes dos movimentos sociais que participaram, ontem, do Fórum ‘Mulheres e Política, um debate sobre o cenário e a democracia’.

O cumprimento de um mandado de condução coercitiva contra Lula, na semana passada, e o pedido de prisão preventiva feito pelo Ministério Público de São Paulo dominaram o debate e levaram os participantes, que lotaram o evento, a aclamar o nome do ex-presidente em vários momentos do encontro e durante a discussão dos convidados para debater a política nacional. A deputada federal do Rio de Janeiro, Jandira Feghali (PCdoB), classificou os escândalos que envolvem o nome de Lula como um golpe, que está em curso no país. “Não é como o que aconteceu no ano de 1964. Mas, é um golpe”, disse.

A deputada foi responsável por um vídeo que repercutiu na mídia, publicado em sua rede social, onde mostra o ex-presidente Lula falando um palavrão e tem sido inclusive apresentado pelo Ministério Público como prova para tentar incriminar Lula. Indignada, Jandira Feghali admitiu que não teve pretensões de expor a fala do ex-presidente e considerou inconsistente o pedido de prisão do MP. Ela afirmou que o fato da filmagem ter sido exibida pela mídia nacional, está pedindo um direito de resposta. Pois, acha um absurdo que o vídeo seja utilizado como prova de crime. “Nunca vi indignação ser crime, pois quem não fala palavrão quando está indignado”, explicou.

A responsável pelo seminário, a deputada Estela Bezerra (PSB), afirmou que a discussão fez parte da celebração do Dia Internacional da Mulher, comemorado na última terça-feira. Porém, ela alegou que diante do cenário político não tinha como se furtar da responsabilidade de discutir sobre os fatos.

Relacionadas