domingo, 20 de agosto de 2017
Assembléia
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CPI da Telefonia deve ser prorrogada por mais 60 dias na Assembleia Legislativa

André Gomes / 04 de agosto de 2015
Foto: ALPB
Um requerimento apresentado ontem pelo relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Telefonia Móvel da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) deve prorrogar os trabalhos de investigação por mais 60 dias. O pedido que foi feito pelo relator da CPI, João Bosco Carneiro (PSL) agora segue para votação em plenário, podendo entrar em pauta ainda hoje.

Durante audiência pública realizada ontem, Bosco Carneiro revelou que até agora a Comissão já constatou diversas irregularidades envolvendo a má qualidade dos serviços por todo o Estado da Paraíba.

“Essa CPI já identificou vários indícios de irregularidades que causam danos ao consumidor. Estamos analisando diversos documentos e necessitamos do auxílio de técnicos de telecomunicações para dar continuidade ao nosso trabalho”, disse Bosco Carneiro.

A vice-presidente da CPI, Camila Toscano (PSDB), destacou que a prorrogação faz-se necessária para a análise da documentação da parte técnica feita pelos profissionais que serão contratados, além do depoimento dos representantes das operadoras, que até o momento não foram ouvidos.

Já o deputado Janduhy Carneiro ressaltou a necessidade do plenário analisar o quanto antes o pedido de prorrogação. Ele apresentou um projeto de lei para tornar o celular um bem essencial no Estado, o que vai facilitar providências do poder público com o objetivo de proteger o consumidor. De acordo com ele, a matéria deve ser analisada na próxima sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A CPI da Telefonia foi instalada no início do mês de abril e já ouviu representantes da Anatel e do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado da Paraíba (Sinttel), além de técnicos de telecomunicações da UFPB e IFPB para falar sobre problemas técnicos enfrentados no dia-a-dia dos consumidores.

Irregularidades encontradas

1. Omissão das operadoras em corrigir falhas

2. Negligência e complacência da Anatel

3. Antenas sobrecarregadas,

4. Terceirização da mão de obra

5. Oferta de serviço que não existe

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