quarta, 26 de setembro de 2018
Política
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Assembleia Legislativa tem 140 matérias pendentes

Alexandre Kito / 25 de agosto de 2016
Foto: Divulgação
Mesmo após definição conjunta entre o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, deputado Adriano Galdino (PSB), e os líderes dos blocos parlamentares da Casa para que as atividades parlamentares não fossem prejudicadas pelas ausências, o resultado ainda não tem sido conforme o combinado. O que se viu ontem, durante a sessão ordinária, foi um plenário quase vazio, impossibilitando a votação de 140 matérias pendentes.

O painel eletrônico chegou a computar a participação de apenas 13 dos 36 deputados que compareceram para trabalhar. Ainda assim, esse número foi diminuindo, visto que alguns tiveram que deixar a sessão para participar de outros compromissos.

A grande maioria dos parlamentares está engajada na campanha eleitoral e por isso a ‘dificuldade’ de estar presente durante o expediente. Outros poucos estavam acompanhando o governador Ricardo Coutinho (PSB), que visitou obras viárias na Capital.

A sessão ordinária foi presidida por Jeová Campos (PSB). Ele explicou que a ausência de votação foi definida pelo colegiado de líderes da Casa, onde acertaram que a apreciação de propostas só vai acontecer nas terças-feiras, durante o período das eleições. As quartas-feiras serão apenas para a realização de debates entre os parlamentares. Jeová ressaltou que as frequentes faltas ocorrem por ser uma época atípica. Por isso, entende que a decisão foi correta.

O oposicionista Tovar Correia Lima (PSDB) lamentou o esvaziamento do plenário durante o expediente. O deputado ocupou a tribuna e alegou que era a primeira vez que ele estava criticando a ausência dos colegas por causa da campanha política.

Tovar cobrou do governador uma ação para combater o aumento da violência, durante o pronunciamento, e apresentou algumas reportagens que retratavam a insegurança da população. Já o governista Raoni Mendes (DEM) rebateu alegando que a legislação penal é ‘bastante permissiva e os crimes de patrimônios são bem maiores’.

 

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