quinta, 19 de outubro de 2017
Política
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Agentes de Endemias em excesso vão pesar no bolso de 128 prefeitos

Nice Almeida / 25 de agosto de 2015
Foto: Nalva Figueiredo
Os prefeitos de 128 municípios paraibanos vão sentir no bolso o peso de contratar Agentes de Combate à Endemias (ACE) além do permitido pela Portaria 1.025/2015 do Ministério da Saúde, que definiu o máximo de profissionais que poderão ser contratados com o auxílio da União.

De acordo com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), são 1.303 agentes espalhados pela Paraíba. E, apesar da quantidade de gestores que ultrapassam os limites de quantidade de profissionais (128), o Estado é apenas o 6º do Nordeste com maior número de ACEs empregados.

A norma do Governo Federal diz que aqueles gestores que tiverem contratado mais ACEs que o estipulado deverão demitir os empregados em excesso, do contrário terão eles mesmos que desembolsar os salários dessas contratados.

Quem são os ACEs

O ACE é um profissional fundamental à Vigilância em Saúde, que trabalha de forma integrada às equipes de atenção básica na Estratégia Saúde da Família, participando das reuniões e trabalhando sempre em parceria com o Agentes Comunitários de Saúde (ACS). Esse profissional promove a integração entre as vigilâncias epidemiológica, sanitária e ambiental. Por estar em contato permanente com a comunidade onde trabalha, ele conhece os principais problemas da região e pode envolver a população acometida por alguma endemia.

Aplicação de larvicidas e inseticidas; vistoria de depósitos, residências, terrenos baldios e estabelecimentos comerciais buscando focos endêmicos; inspeção de telhados, caixas d’água, calhas; prevenção e informações acerca do tratamento de doenças infecciosas são exemplos de atividades fundamentais para prevenir e controlar doenças, como dengue, chagas e malária. Estas funções são parte das atribuições dos ACE.

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