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Jornal Correio traça a trajetória do calvário de Dilma Rousseff desde a posse

André Gomes / 16 de agosto de 2015
Foto: Arquivo
A presidente Dilma Rousseff (PT) enfrenta a situação mais delicada desde a posse como presidente da República em 2011. Além da perda expressiva de aprovação popular, a petista tenta administrar as crises econômica e política que se instalaram desde quando assumiu o comando do País pela segunda vez, em janeiro deste ano.

Em meio à crise econômica, as investigações sobre corrupção na Petrobras envolvendo altos escalões do governo, a relações estremecidas com o Congresso eleito em 2014 e novos protestos, o governo enfrenta o desafio de recuperar a confiança da população para garantir uma governabilidade para os próximos anos.

Como se não bastasse a crise no Congresso e a baixa popularidade do governo, a presidente terá que enfrentar hoje mais uma onda de protestos. A mobilização nacional, focada prioritariamente no pedido de impeachment da presidente também vai acontecer em João Pessoa e Campina Grande.

De acordo com Lorrana Dias, uma das organizadoras do protesto na Capital, a expectativa é que o público seja maior do que o ocorrido em março quando milhões de brasileiros foram às ruas. “Com baixa popularidade da presidente esperamos que muitos pessoenses participem”, disse, afirmando que os protestos não tem qualquer participação política. “Esse é um movimento livre, apartidário”.

Para o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, único prefeito do PT das capitais do Nordeste, os protestos pelo impeachment da presidente não afetam sua gestão. Segundo ele, não existe qualquer relação entra o plano nacional e a capital. “As pessoas querem buscar uma questão que acontece em plano nacional, trazer para o plano municipal e não tem nenhuma relação. Estamos tranquilos em relação a isso”, disse.

Especialistas acreditam que as manifestações programadas para hoje e para a quinta-feira, a favor e contra o impeachment da presidente, já estão desatualizadas diante dos acertos obtidos no Congresso Nacional mediados pelo presidente do Senado, Ranan Calheiros (PMDB-AL).

Segundo o professor da Universidade Federal da Paraíba e cientista político, Jaldes Meneses, existe inclusive um certo apoio da classe empresarial e da mídia pela manutenção da presidente no poder e do fim da crise política que se institui no Brasil.

Leia a reportagem completa no Jornal Correio da Paraíba desde domingo

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