sexta, 18 de agosto de 2017
Política
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60% dos prefeitos da Paraíba não têm como pagar contas

Nice Almeida / 30 de agosto de 2015
Foto: CNM
Cerca de 60% dos prefeitos paraibanos não têm como pagar as contas da administração pública municipal. Significa que 133 gestores estão com problemas financeiros graves. E a tendência é que a situação fique ainda pior se a crise que assola o Brasil continuar. É o que garante o presidente da Federação das Associações dos Municípios da Paraíba (Famup), Tota Guedes. Ele revelou que, dentro desse percentual, os gestores estão tendo que optar entre pagar os salários dos servidores ou quitar as dívidas com os fornecedores.

“Mais de 60% dos prefeitos, não estão em condição de pagar o que devem. E se continuar do jeito que vai daqui para o final do ano vai ser difícil eles cumprirem esses compromissos, principalmente com fornecedores. Porque os recursos que eles estão recebendo são menores que o ano passado, com uma despesa maior”, lamentou Tota Guedes.

O presidente da Famup disse que a crise explodiu recentemente, mas há anos as prefeituras vêm perdendo recursos federais. “Quando foi promulgada a Constituição em 1988, os municípios participavam de 22,5% do bolo tributário nacional, ou seja, tudo aquilo que o País arrecadava, os municípios participavam em 22,5%. Ao longo dos anos, isso foi diminuindo. Hoje participa em torno de 16,5%”, explicou.

Para enfrentar a crise mantendo as contas em dia, alguns prefeitos paraibanos decidiram cortar da ‘própria carne’. O caso mais recente é do Chefe do Executivo de Poço Dantas, José Gurgel Sobrinho (PSB). O socialista reduziu em 50% o próprio salário, do vice-prefeito e dos secretários. Além disso, ele também cortou gratificações e horas extras pagas aos servidores.

"Meu salário é R$ 12 mil, diminuiu para R$ 6 mil. O do vice é R$ 6 mil, baixou para R$ 3 mil e dos secretários, R$ 2 mil, que ficou em R$ 1 mil", informou.

Leia reportagem completa no jornal Correio da Paraíba

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