quinta, 18 de outubro de 2018
Nacional
Compartilhar:

Sessão de impeachment tem segundo intervalo

Agência Senado / 09 de agosto de 2016
Foto: Pedro França/Agência Senado
Nessa segunda etapa da sessão extraordinária que vai decidir se a presidente afastada Dilma Rousseff vai ou não virar ré no processo de impeachment, os senadores deram início aos discursos com suas posições sobre a questão. Depois do primeiro intervalo dado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, das 13h às 14h21, 22 parlamentares se revezaram na tribuna tendo, cada um, dez minutos para apresentar seus argumentos.

O primeiro a se manifestar foi José Medeiros (PSD-MT), que acusou Dilma de ter feito do Brasil “um território sem lei”. Para o senador, ela governou de costas para o Congresso Nacional, para as leis orçamentárias e a para a Lei de Responsabilidade Fiscal. Segundo inscrito, Paulo Paim (PT-RS) saiu em defesa da presidente afastada, conclamando a classe trabalhadora e os movimentos sociais a reagirem ao que ele chamou de  pauta conservadora.

Para agilizar a sessão, o presidente do PSDB, Aécio Neves, falou em nome de todos os colegas de bancada. Ele criticou a tentativa de senadores da oposição de desqualificar Antonio Anastasia, autor do parecer aprovado na Comissão Especial recomendando do julgamento de Dilma. Para o senador, o texto é “claro, robusto e inquestionável” ao apontar os crimes cometidos pela presidente.

A última a falar antes do intervalo foi a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que afirmou que um presidente da República só poderia perder o mandato em caso de grave crime de responsabilidade, com dolo identificado. Para a senadora, o parecer da comissão de impeachment é "fraudulento", uma vez que não tipifica um crime real cometido pela presidente afastada Dilma Rousseff.

Questões



A sessão foi aberta às 9h45 pelo presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), que lembrou a gravidade da decisão a ser tomada pelos parlamentares. Logo depois, ele passou a condução dos trabalhos ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski.

As três horas iniciais da sessão foram destinadas ao encaminhamento de questões de ordem apresentadas por aliados da presidente afastada. Antonio Anastasia também teve a chance de apresentar sua opinião a favor da continuidade do processo.

Este é o segundo intervalo dado pelo presidente Lewandowski, que determinou a retomada dos trabalhos às 18h35.

Relacionadas