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Crise econômica: condomínios cortam os gastos para equilibrar as contas

Celina Modesto / 03 de agosto de 2015
Foto: Arquivo Correio
A crise na economia também afeta os condomínios, seja residencial ou comercial. Redução do quadro de funcionários, suprimento de horas-extras, campanhas de conscientização do consumo de água e energia e troca de materiais – a exemplo de lâmpadas – são algumas das ações tomadas por síndicos da Capital para diminuir o impacto dos reajustes nas contas de água e energia elétrica e da inflação.

Em João Pessoa, existem aproximadamente três mil prédios, segundo estimativa do Sindicato dos Condomínios da Paraíba (Secovi-PB). O presidente da entidade, Inaldo Dantas, afirmou que, embora os reajustes nas contas de água e energia elétrica tenham impactado nas taxas e administração de condomínios neste ano, o reajuste salarial impacta bem mais. “O maior aumento na taxa de condomínio ocorre quando há reajuste de salário dos funcionários, que ocorre em janeiro de cada ano, já que, em muitos casos, chega até a 70% das despesas mensais”, explicou.

Dantas também explicou que o valor das taxas de condomínio varia de um prédio para o outro. “O que mais colabora para isso é a quantidade de funcionários e a quantidade de apartamentos. Ou seja, quanto mais apartamento, tende-se a ter a taxa mais baixa, assim como, quanto mais funcionários, mais alta fica a taxa”, frisou. Ele comentou que os prédios com poucos moradores tendem a ter a taxa mais cara e que, para reduzir custos, acabam “apelando” para o corte no número de funcionários.

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