Acesso

Paraíba
Compartilhar:

Caiu na rede, é vítima! paraibanas com intimidade violada na internet pedem ajuda

Lucilene Meireles / 23 de julho de 2015
A publicação de imagens íntimas na internet sem consentimento – pornografia de revanche – aumentou 4.380% entre 2007 e 2014, no País, e a Paraíba aparece entre os Estados onde pessoas pediram ajuda porque tiveram sua intimidade violada. Foram três registros. Os dados são da ONG Safernet, que recebe denúncias de crimes cibernéticos. Apesar do aumento, os números não refletem a situação real, porque as vítimas relutam em oficializar a denúncia. Só uma das cinco delegadas da Mulher, em João Pessoa, atendeu dois casos, nos últimos seis meses.

A delegada Renata Matias disse que relatos de pornografia de revanche, mas acabam sendo incluídos como ameaças. “Nunca fizemos levantamento específico, mas há situações. O problema é que muitas mulheres não denunciam porque têm vergonha, medo de se expor, da violência doméstica. É uma coisa muito íntima”, observou.

“Eles dizem: ‘Se não fizer o que eu quero, se não voltar pra mim, eu vou mostrar’. É assim que ameaçam. Esse tipo de crime pode trazer consequências psicológicas, vergonha de se sentir exposta. A mulher tem a liberdade e a privacidade varridas”, declarou.

A orientação é que a vítima procure a delegacia para relatar o que está acontecendo ou o Centro de Referência da Mulher. “Na delegacia, se ela denunciar e quiser representar, será instaurado inquérito policial. Pode ser pedida medida protetiva. Se a foto for exposta, pode entrar também como difamação. A mulher tem que procurar a Defensoria Pública ou advogado particular para entrar com queixa crime. Depende de cada caso, mas o ideal é procurar a delegacia”, ensinou.

Segundo a delegada, se há um laço de parentesco e afetividade, o caso é da Delegacia da Mulher, responsável por situações de violências doméstica e sexual. Se for de um desconhecido, pode procurar qualquer delegacia.

A SaferNet

Em nove anos, a SaferNet Brasil recebeu e processou 3.606.419 denúncias anônimas envolvendo 585.778 páginas (URLs) distintas (das quais 163.269 foram removidas). As denúncias foram registradas pela população através dos sete hotlines brasileiros que integram a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos. Saiba mais sobre este projeto visitando a página da ONG. Denuncie a violação de direitos humanos na internet: http://indicadores.safernet.org.br/index.html.

info_net

Relacionadas