sexta, 18 de agosto de 2017
Paraíba
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Prefeitos paraibanos vão a Brasília pedir socorro para os lixões

Nice Almeida / 17 de agosto de 2015
Prefeitos paraibanos devem se organizar para ir a Brasília mais uma vez pedir socorro para os lixões, que têm obrigatoriamente que serem extintos e, em seus lugares, construídos aterros sanitários. Está marcado para o dia 27 o Seminário de Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos, evento que buscará debater a importância do Plano Municipal de Gestão Integrada bem como o planejamento para implantação e financiamento das ações.

O presidente da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), Tota Guedes, ainda não fez os cálculos de quantos gestores locais irão participar do evento, mas já faz um chamamento para a importância da  presença de todos os envolvidos no debate, pois acredita que sem recursos federais não haverá possibilidade de acabar com os lixões. Segundo Tota, somente para a elaboração do projeto as empresas cobram entre R$ 30 e R$ 50 mil.

"Acredito que um bom número de prefeitos devem participar, porque é importante se mobilizar para esse problema. Precisamos da parceria do governo federal ou vai ficar impossível cumprir os prazos. Um município de pequeno porte gasta entre R$ 30 e R$ 50 mil somente para fazer o projeto. Para manter o aterro sanitário funcionando são cerca de R$ 2 milhões", declarou Tota.

Plano custou até R$ 200 mil  na Paraíba

De acordo com pesquisa divulgada em maio pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), o fim dos lixões e o início dos aterros ainda não saíram do papel em 95 municípios paraibanos. Em 23 dessas localidades o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos sequer foi iniciado e, em 72, ele está em elaboração.

Apenas 29 municípios já finalizaram o projeto. Desses, quatro (13,8%) gastaram entre R$ 100 mil e R$ 200 mil, apenas para a elaboração do plano. Sete outros (24,2%)  tiveram que desembolsar entre R$ 25 mil e R$ 100 mil e 11 gastaram menos de R$ 25 mil. Além disso, quatro informaram que não tiveram nenhum custo e um não respondeu.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos, sancionada em 2010, determinava a eliminação dos lixões até agosto de 2014. O prazo encerrou, mas muitos gestores municipais não conseguiram cumprir a determinação. Dentre os principais entraves está a falta de apoio técnico e financeiro por parte do governo federal.

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