sábado, 18 de novembro de 2017
Paraíba
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Paraíba à espera de bons ventos: Estado tem produção interna inferior a 8%

Érico Fabres / 20 de março de 2016
Foto: Rafael Passos
Pela primeira vez na história, a capacidade de geração de energia eólica chegou a 432,42 gigawatts no final de 2015 e ultrapassou a energia nuclear, que ficou em 382,55 gigawatts, de acordo com o Global Wind Energy Council, a World Nuclear Association e outras associações ligadas ao setor energético.

O Nordeste tem um potencial de geração de 75% do índice nacional (do que pode ser alcançado) e gera 85% do total já existente, o equivalente a 8,12 gigawatts (capacidade de 12,1 GW).

Apesar disso, a Paraíba, com três parques eólicos (um sem funcionar), é capaz de produzir energia suficiente para abastecer apenas 7,94% de sua população (chegaria a 8,74% se o parque de Alhandra estivesse em atividade). Até o final de 2017, a expectativa é que o percentual aumente para 20,1% dos paraibanos.

Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia e Piauí, além do Rio Grande do Sul, são os maiores produtores de energia eólica no Brasil. Hoje, 6% da energia da matriz elétrica brasileira vem do vento, o que significa 45 milhões de pessoas abastecidas ou todas as residências da região Nordeste.

O que está parado, em Alhandra, inaugurado em 2011, possui três aero geradores, pertence à Cedin do Brasil, que foi procurada pela reportagem para explicar a falta de funcionamento, mas ninguém da diretoria foi encontrado.

Até a metade do ano, três outros terão suas obras iniciadas pela Força Eólica do Brasil (FEB): dois em São José do Sabugi e um em Santa Luzia.

Para atingir toda a população paraibana, seriam necessárias instalações de usinas e parques que fizessem o Estado ter uma geração de energia eólica de 788,8 mil megawatts.

Para isso, tomando como base o orçamento da Força Eólica do Brasil, o investimento mínimo de recursos seria de R$ 3,5 bilhões (para gerar mais 629,8 mil megawatts).

Só dois parques funcionam

O Parque Eólico Millennium foi o primeiro projeto de energia renovável da Pacific Hydro no Brasil, localizado na cidade de Mataraca, no e opera desde 2007 com capacidade instalada de 10,2 megawatts, energia suficiente para abastecer cerca de 40 mil residências brasileiras e evitar a emissão de aproximadamente 4,6 mil toneladas de gases poluentes de efeito estufa a cada ano. A energia produzida pelo Parque é vendida de acordo com um contrato de venda em longo prazo com a Eletrobras, a estatal brasileira de geração, transmissão e distribuição de energia.

Já o Parque Eólico Vale dos Ventos é o maior ativo em operação da Pacific Hydro no Brasil. Localizado na região de Mataraca, Estado da Paraíba, é constituído de 60 turbinas eólicas de 800 KW instaladas em propriedades particulares, arrendadas para operação. Opera desde 2009 com uma capacidade instalada de 48 megawatts, composto por dez unidades de 4,8 megawatts cada, produz energia suficiente para abastecer cerca de 100 mil residências brasileiras – cerca de 5% da demanda total de eletricidade do Estado da Paraíba – e evitando a emissão de aproximadamente 17 mil toneladas de gases poluentes de efeito estufa por ano.

A energia limpa produzida pelo Parque Eólico Vale dos Ventos é vendida de acordo com contrato de venda em longo prazo com a Eletrobras.

Produção de energia eólica

▶ Em atividade - 62.700 megawatts (poderia abastecer 313,5 mil paraibanos)

▶ Inativo - 6.300 megawatts (poderia abastecer 31,5 mil paraibanos)

▶ Em atividade a partir de 2017 - 90.000 megawatts (poderá abastecer 450 mil paraibanos

▶ Total - 159.000 megawatts (pode abastecer 795 mil pessoas). Necessário para atender toda a população da PB – 788,8 mil megawatts (3,9 milhões de pessoas)

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