segunda, 21 de agosto de 2017
Paraíba
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Dois meses: professores da UEPB decidem manter greve por tempo indeterminado

Redação com assessoria / 19 de agosto de 2015
Foto: Antônio Ronaldo
Em Assembleia Geral Ordinária convocada pela diretoria da ADUEPB, os professores decidiram manter a greve, iniciada no último dia 19 de junho. Com 64 votos a favor e 11 contra, o movimento dos docentes permanece ainda por tempo indeterminado.

“Esse resultado demonstra que está viva na categoria a unidade, força e disposição para a luta,” pontuou o presidente da ADUEPB, Professor Doutor Jucelino Luna.

Durante a plenária, onde foi registrado um grande número de associados, os professores reafirmaram o posicionamento contrário à realização de qualquer atividade de ensino, pesquisa e extensão na Universidade, assim como desaprovaram a solicitação do reitor em realizar concurso público durante a greve.

Outro ponto de pauta colocado em votação foi a escolha de dois membros para compor a comissão eleitoral no processo de sucessão da diretoria da ADUEPB. Foram eleitos a professora Alessandra Ximenes da Silva e o professor Wilton Silva Lopes.

A luta da categoria em busca de melhores condições de trabalho e contra a precarização que tem sido vivenciada na UEPB vem desde o início do ano. Em fevereiro o Conselho Universitário aprovou um reajuste no valor de 8%, que não foi concedido. No mês de abril foi impetrado um mandado de segurança como forma de garantir o direito da categoria. O resultado saiu no mês de julho, quando o juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública de Campina Grande, Ruy Jander, determinou o cumprimento de 6,41% de reposição das perdas salarias. A decisão foi descumprida pelo reitor, que autorizou apenas a implantação de 1% de reajuste nos contracheques dos servidores da instituição.

Na avaliação da direção da ADUEPB “não foi constatado nenhum avanço relativo à pauta de reivindicações da categoria, como Data-Base, reajuste salarial, revisão dos contratos dos professores substitutos, construção e melhorias nos campi de Monteiros, Patos, Araruna, Guarabira e João Pessoa, impossibilitando o fim do movimento.”

Atualmente a UEPB tem um quadro de mais de 1.300 professores distribuídos nos oito campi da instituição espalhados pelo Estado.

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