terça, 19 de junho de 2018
Paraíba
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As cores do NE: das artes plásticas às quadrilhas juninas

Bruna Vieira / 04 de julho de 2016
Foto: Beth Ribeiro/Divulgação
A Paraíba revela seu colorido ao público através das artes plásticas e da arte popular das quadrilhas juninas, expressão cultural do Nordeste. O artista Clóvis Júnior compartilha suas obras com os turistas e moradores do Brejo paraibano na Expo Arte Areia, no Hotel Fazenda Triunfo, no sítio Jussarinha. Descendo para a Borborema, as quadrilhas espetáculos encantam fechando o mês de junho com brilho e magia: Raio de Sol, Arraial de Paris e Moleca Sem Vergonha se apresentaram no último sábado em Campina Grande, pelo projeto Quadrilhando. E hoje começa o roteiro Caminhos do Frio, que passa por nove cidades até setembro.

É no Restaurante Azul Histórico, em Areia, em meio às baixas temperaturas e clima campestre, que as telas e cerâmicas de Clóvis Júnior estão expostas ao público. O local já recebeu outras duas exposições e realiza oficinas de artes com os hóspedes e escolas. O artista ressaltou a importância da escolha do local. “É muito gratificante expor na terra do grande mestre Pedro Américo, o maior representante das artes plásticas da Paraíba e talvez do Brasil. É uma honra. Está sendo muito rico para nossa cultura, podemos circular em vários caminhos”, destacou.

Camisetas, canecas, cerâmica e até pano de prato. A arte de Clóvis Júnior transcendeu as telas. “A arte não é só para a galeria, é para o povo. Quando lancei cartões postais, fui muito criticado e isso chocou bastante. Temos que levar a arte ao povo, para que saibam que existe outro mundo além do real que a gente vive. A arte tem que superar todos esses dias turbulentos que a gente vem passando para engrandecer a alma e mostrar que o mundo é colorido. A arte verdadeira não tem propósito inicial de vender, o homem das cavernas já praticava nas pinturas rupestres. Depois que virou comercial, para a sobrevivência do artista. A história vai continuando através da arte”, revelou.

 Quadrilhando

quadrilhas

Luz, brilho, cores, alegria. É assim que o marcador anuncia a entrada da quadrilha junina no Melhor Arraial do Mundo: o Quadrilhando. Campina Grande foi é palco das 12 quadrilhas espetáculo, que mesclam os elementos tradicionais da dança com a alegoria contemporânea teatral. Mais que os passos ritmados, a apresentação conta uma história ou traz uma homenagem. Raio de sol, de Pernambuco, homenageou seu filho ilustre, Dominguinhos, contando sua história com Luiz Gonzaga, Rei do Baião. Em seguida, foi a vez das paraibanas Arraial de Paris e Moleca sem Vergonha, com cores vibrantes e a figura emblemática de Lampião e o cangaço.

O espaço da festa é o Sesi Catolé (antigo BNB). Além da arte, comidas típicas e artesanato estavam sendo comercializados. O diferencial é que o ambiente tem moeda própria: o matuto. Equivalente ao real, esse dispositivo é mais uma estratégia de consolidar a cultura nordestina no evento. Da criança ao idoso, todos se rendiam ao encanto junino.

 Caminhos do frio

Começa nesta segunda-feira o roteiro cultural e turístico Caminhos do Frio, rota sazonal que ocorre por dois meses proporcionando ao turista a arte, culinária, agroecologia serrana, natureza, seresta, aventura, religiosidade, flores, frutas, galinha caipira, além de conheces os engenhos e a fabricação de cachaça. O encerramento será em Alagoa Grande, com o percurso Jackson do Pandeiro.

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