terça, 18 de dezembro de 2018
Paraíba
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Agências do INSS serão ocupadas contra a reforma da previdência

Redação / 16 de junho de 2016
Foto: Arquivo
A Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado da Paraíba (Fetag-PB) e os Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTRs) a ela filiados anunciaram, ontem, que vão ocupar as gerências-executivas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de João Pessoa e Campina Grande.

O “Dia de Luta”, uma mobilização nacional em defesa dos direitos dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, acontecerá a partir das 8h, na Agência Regional de João Pessoa, localizada na Rua Barão do Abiaí, nº 73, Centro, e em Campina Grande, na Rua Cel. João Lourenço Porto, nº 89.

A expectativa é de que cerca de 3 mil Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de todo o Estado participem do ato em protesto ao retrocesso de direitos: contra a reforma da Previdência e a extinção dos Ministérios da Previdência Social (MPS) e do Desenvolvimento Agrário (MDA); pela manutenção do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR); e em defesa da democracia. Segundo o presidente da Fetag-PB, Liberalino Lucena, é inaceitável o que se está vendo.

“Não podemos admitir que após tantas lutas e conquistas, a principal delas, que garantiu a ampliação da proteção previdenciária concedida aos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, o Governo Federal juntamente com o Congresso Nacional queiram aprovar uma reforma da Previdência que vai atingir em cheio os direitos da categoria, como por exemplo, a proposta de se estabelecer uma idade mínima única de 65 anos para a aposentadoria para homens e mulheres, trabalhadores rurais e urbanos, quando hoje, a mulher do campo se aposenta com 55 anos e o homem, com 60”, destacou Liberalino.

Outra afronta aos trabalhadores, de acordo com o presidente da Fetag-PB, é a extinção dos Ministérios da Previdência Social e do Desenvolvimento Agrário. “Acho que o MPS é um dos únicos ministérios que arrecada o suficiente para sobreviver. Não achamos justo que, em nome das dificuldades financeiras que passa o país, os Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, que não têm culpa de nada, sejam os mais atingidos”, finalizou Liberalino.

Mudanças

▶ Aumento da idade mínima para se aposentar;

▶ Exigência de contribuição previdenciária para os trabalhadores e trabalhadoras rurais;

▶ Desvinculação do aumento das aposentadorias e pensões ao valor do salário mínimo.

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