segunda, 21 de agosto de 2017
Paraíba
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320,1 mil paraibanos com deficiência motora, aponta IBGE

IBGE / 28 de agosto de 2015
Foto: Arquivo
Segundo dados do Censo Demográfico 2010, a deficiência motora faz parte da vida de cerca de 13,3 milhões de brasileiros, 4,1 milhões de nordestinos e 320,1 mil paraibanos, sendo, neste último caso, que 5,7% do total dos deficientes as possuía na forma mais leve, em 2,5% da população deficiente isso proporcionava grande dificuldade, e a dificuldade era extrema no caso de 0,4% do total dos deficientes.

Além disso, está em curso um processo de rápido crescimento da população com 60 anos ou mais de idade, onde o poder público necessita, cada vez mais, ofertar serviços e infraestrutura adequadas às necessidades desse segmento da população.

A calçada é caminho de uso público que têm por objetivo fundamental propiciar às pessoas de diferentes idades e condições físicas, um translado seguro pelas ruas da cidade. Ela é o equipamento mais universal de uma cidade, estando envolvida em qualquer deslocamento, muito embora é conhecedor que em muitos lugares ela simplesmente não existe, em outros está cheia de desníveis e sem nenhuma rampa ou sinalização, que garanta segurança à uma pessoa com deficiência motora e visual, bem com idosa ou criança.

Uma Rampa na calçada facilita a mobilidade não só para os deficientes, mas também para pessoas idosas, mulheres grávidas, crianças e pessoas com deficiências temporárias. São pessoas como estas que necessitam de equipamentos diferenciados e voltados para a mobilidade urbana.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mapeou, pela primeira vez, durante a realização do Censo Demográfico 2010, a cobertura de aspectos importantes da infraestrutura urbana, com destaque para duas importantes dimensões - a circulação e o meio ambiente. Assim, foram selecionadas as seguintes características urbanísticas: identificação dos logradouros, iluminação pública, pavimentação, arborização nos logradouros públicos, bueiro/boca de lobo, lixo acumulado em vias públicas, esgoto a céu aberto, meio-fio/guia, calçada e rampa para cadeirante.

O resultado desse trabalho está contido na publicação Características Urbanísticas do Entorno dos Domicílios, onde as informações foram levantadas para áreas urbanas do País. Trata-se de um levantamento originado de observação direta dos pesquisadores sobre as características urbanísticas do entorno dos domicílios. Ao cobrir isso, o IBGE disponibiliza informações que servem para contextualizar a qualidade das condições de moradia da população, subsidiar o planejamento intraurbano e apoiar as atividades dos gestores municipais. Os dados apresentados são estratégicos para a elaboração de políticas públicas, principalmente no nível municipal, servindo de referência para a introdução de novos modelos de gestão do território.

1,33% dos domicílios com acessibilidade

Entre as Unidades da Federação, as maiores proporções de domicílios com rampas de acessibilidade em seu entorno foram encontradas no Distrito Federal (16,37%), Mato Grosso do Sul (14,06%), Paraná (9,73%) e Rio Grande do Sul (7,64%). Por outro lado, as menores proporções foram encontradas no Maranhão (1,11%), Ceará (1,14%), Pará (1,15%), Bahia (1,25%), bem como Pernambuco e Paraíba (1,33% cada). Esta última, portanto, ficou entre as que possuíam os menores percentuais de domicílios que possuíam rampa de acessibilidade em seu entorno, em nível nacional, cuja proporção ficou abaixo da média regional e de Sergipe (3,84%), Alagoas (3,27%), Rio Grande do Norte (2,15%) e Piauí (1,6%).

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