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1,1 mil carros já foram roubados este ano na Paraíba

Bruna Vieira / 10 de julho de 2015
Foto: Assuero Lima
Até maio deste ano, 1.199 veículos foram roubados na Paraíba, segundo dado repassado pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros (CNseg).De acordo com o delegado de Roubos e Furtos de Veículos, Nélio Carneiro, a maior parte dos carros roubados ou furtados na Paraíba tem como finalidade o desmanche clandestino de peças ou a adulteração do veículo para revenda através da clonagem. O trabalho da polícia emperra no limite de jurisdição, pois os automóveis são levados para outros Estados. Foi o que aconteceu com Marcelo Santos, que teve seu carro furtado em Natal-RN e recuperado em João Pessoa. A DRFV aponta os dados do crime, mas a Confederação Nacional das Empresas de Seguros mostra dados maiores. Quem tem carro, fica à mercê dos bandidos ou recorre aos seguros. Se a criminalidade cresce, os seguros pesam mais no bolso.

O professor de educação física se surpreendeu ao voltar das compras em um supermercado e não encontrar o carro que estava no estacionamento do estabelecimento. “Há pouco mais de um mês deixei o carro no estacionamento e quando voltei havia sido furtado. Jamais imaginei que isso aconteceria num supermercado. Foram apenas 20 minutos que me ausentei. Não tinha esperança de recuperá-lo, mas estou feliz porque ele está intacto”, contou.

Para o professor, não vale a pena comprar carro 0 km sem seguro. “A gente torce para não usar, mas é um investimento que vale a pena. Para mim foi muito melhor recuperar o carro que receber o seguro. O valor não daria para comprar outro, já que financiei metade do veículo. Eu só usava para trabalhar, é novo e não senti falta de nada. Claro, ele está mais rodado. Não faço ideia de como utilizaram, pois encontrei coisas que não eram minhas, como som de carro. Há 12 dias ele foi achado aqui”, afirmou Marcelo.

Mas nem todos tem a mesma sorte. Os carros recuperados pela polícia vão para o depósito judicial das varas criminais, porém, na DRFV há veículos aguardando procedimento. A maior parte está danificada e batida. “Os criminosos levam para outros estados e não podemos ultrapassar a divisa. Aí é preciso trabalhar em conjunto com outros estados”, informou o delegado Nélio Carneiro.

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