terça, 12 de dezembro de 2017
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Gervásio sai da clausura e diz que é discriminado no PMDB

Nice Almeida / 31 de agosto de 2015
Foto: Arquivo
Depois do impasse gerado no PMDB de João Pessoa e da ausência na convenção realizada nesse domingo (30) pelo partido, o deputado estadual Gervásio Maia decidiu sair da clausura e falar sobre o processo de escolha do presidente da legenda na Capital. Embora tenha ameaçado se afastar, o peemedebista já não pensa mais em abandonar a 'casa'.

Gervásio falou com exclusividade para a rádio Correio Sat, do Sistema Correio de Comunicação. "Dói nos meus ouvidos ouvir essa pergunta (se vai deixar o PMDB). Eu digo isso de forma franca e sincera, porque aos cinco anos de idade eu me envolvi na campanha, na última eleição de meu avô João Agripino para deputado federal e foi no PMDB que eu vi meu primo Antônio Mariz falecer na Granja Santana. Eu tenho uma história de raízes profundas no PMDB, nunca tive outra legenda, fui gestado lá e tenho dificuldade de tratar sobre esse tema", desabafou.

Apesar disso, ele disse estar sofrendo discriminação no partido. "Seria precipitação falar em achismo. Posso dizer que tenho sofrido discriminação dentro do PMDB. A instância máxima está na executiva estadual, onde há 12 membros e eu sou o primeiro vice-presidente da executiva estadual. Sempre segui rigorosamente as regras do meu partido. No ano passado votei em Vital, mas eu votei mesmo e Manoel Júnior votou no candidato do PSDB. Eu não deveria ser tratado dessa forma. O estatuto do partido está sendo rasgado", disse.

A polêmica começou porque Gervásio garante que havia um acordo para que ele sucedesse Manoel Junior na presidência do PMDB, acordo que teria sido quebrado. "Primeiro sempre fui rigoroso com a orientação do meu partido. Esse argumento é fraco (de que ele estaria a serviço do PSB)", falou.

 

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