segunda, 16 de outubro de 2017
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Escravidão e morte nas minas da Paraíba; mais de 70 garimpeiros ainda arriscam a vida

Fernanda Figueirêdo / 23 de agosto de 2015
Foto: Antonio ronaldo
Minérios são explorados sem fiscalização, por trabalhadores sem garantias e direitos. Eles vendem caulim e pedras, que poderiam gerar riqueza à região, a empresas que vivem do trabalho precário.

Apesar das mais de 30 mortes  causadas pelos desmoronamentos das ‘banquetas de caulim’ e da proibição de explorar o minério sem autorização do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) e da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema),  somente no município do Junco do Seridó, na região da Borborema, mais de 70 garimpeiros ainda arriscam suas vidas debaixo do solo, trabalhando clandestinamente

Trabalham ‘escondidos’

Proibição do DNPM não mudou muita coisa no dia a dia dos garimpeiros: ainda falta segurança e sobra exploração de trabalho.

“É tudo como era antes, mas muitos garimpeiros foram embora e os que restaram trabalham escondidos. Continuamos arriscando nossas vidas debaixo do chão, sem nenhum direito trabalhista, nos sujeitando a ganhar no máximo R$ 900, por mês, R$ 130 por cada carrada de 10 toneladas”, desabafou Arimatéa (nome fictício para preservar a identidade do garimpeiro).

Segundo o garimpeiro, só na região do Junco do Seridó, quando não havia fiscalização ou qualquer impedimento para extração de caulim, aproximadamente 250 homens trabalhavam embaixo da terra, nos túneis escavados manualmente com picaretas e outras ferramentas artesanais, muitas vezes à luz de velas e sem qualquer equipamento de segurança.

Leia o especial completo na edição deste domingo (23) do Jornal Correio da Paraíba.

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