quarta, 18 de outubro de 2017
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Outubro Rosa: “O câncer não é uma sentença de morte”, diz mastologista

Bárbara Wanderley / 12 de outubro de 2017
Foto: Nalva Figueiredo
“O câncer não é uma sentença de morte”, afirmou a mastologista Eulina Helena Ramalho, que integra a ONG Amigos do Peito, que dá assistência a pacientes com câncer de mama. A organização tem como principal objetivo prestar suporte psicológico, jurídico e afetivo as mulheres que tenham alguma suspeita de câncer de mama ou o diagnóstico confirmado. Veja vídeo.

No âmbito jurídico, a médica explicou que a grande luta da ONG é garantir o acesso a toda a estrutura necessária para o diagnóstico e o tratamento adequados. “Esse ano o tema da nossa campanha é ‘Não inventa, meu direito é aos 40’”, contou. Nos últimos anos, o Sistema Único de Saúde (SUS) só garante o direito à mamografia para mulheres a partir dos 50 anos. “Percebemos com isso, uma queda de cerca de 10 mil mamografias. Existem muitos casos de câncer abaixo de 50 anos, não podemos deixar nenhum grupo de risco de fora”, afirmou.

Nessa quarta-feira (11), a mastologista realizou um atendimento espontâneo na Policlínica de Ciências Médicas, no Centro. No próximo dia 24, a mesma ação se repetirá no Hospital São Vicente de Paulo.

Em relação ao apoio psicológico, a médica explicou que a ONG realiza reuniões com pacientes e familiares e também sobreviventes da doença. “Temos psicólogo e advogado voluntários e tem essa troca de informações entre os pacientes que é muito importante”.

A advogada e psicóloga aposentada Fátima Lucena é uma sobrevivente de câncer de mama, doença que teve há 17 anos, e é voluntária da ONG. Ela contou que sempre participa das reuniões, realizadas na primeira terça-feira de cada mês na Associação Médica da Paraíba.

“Muitas vezes a pessoa que tem câncer acha que aquilo é só com ela. É importante ver que tem outras pessoas que passam pelo mesmo problema. É uma doença que mexe muito com a autoestima, tem a questão estética. Temos casos no grupo de mulher que o marido deixou, mas que depois arranjou namorado”, contou Fátima.

Para participar

Pacientes e familiares que tiverem interesse em participar do grupo de apoio da ONG Amigos do Peito podem entrar em contato por telefone. ONG Amigos do Peito (83) 3021-3031

Casa de Apoio

Pacientes que moram no interior e precisam vir a Capital para realizar exames ou tratamento também contam com uma casa de apoio da Rede Feminina de Combate ao Câncer. A casa tem capacidade para abrigar até 40 pessoas. Além disso, a Rede também possui 250 voluntários trabalhando no Hospital Napoleão Laureano. A ONG dá assistência à pacientes com qualquer tipo de câncer.


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