segunda, 16 de outubro de 2017
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Após sabatina de 10 horas, Senado deixa Janot à frente da Lava-Jato

Da redação com Agências / 27 de agosto de 2015
Foto: Geraldo Magela/Senado
Após mais de dez horas de sabatina na CCJ, com 26 votos favoráveis e um contrário pela CCJ, a indicação de Rodrigo Janot para mais um mandato na Procuradoria-Geral da República foi confirmada no Plenário da Casa.

A sua indicação seguiu em regime de urgência ao Plenário, logo após a decisão da Comissão. O atual mandato do procurador-geral da República termina no dia 17 de setembro.

Do outro lado da mesa na CCJ, como avaliadores da conduta do procurador, havia dez senadores investigados na Operação Lava-Jato, cujas acusações serão encaminhadas por Janot, que está concluindo o seu primeiro mandato no cargo de procurador-geral da República.

Apesar do climão, a sabatina teve uma aparente tranquilidade quebrada apenas pela participação do senador Fernando Collor (PTB-AL), desafeto de Janot. Ao longo da sabatina, o principal tema foi a operação Lava Jato, que investiga desvios de recursos da Petrobras.

Único denunciado até o momento, Collor foi contundente nas colocações contra o indicado. Janot chegou a levantar a voz contra Collor quando o senador tentou lhe interromper. “Queria ter meu direito de manifestação assegurado”, disse Janot sobre os vazamentos.

Acordão é negado

Rodrigo Janot, logo na chegada, negou veementemente a hipótese de um “acordão” com Dilma e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para aliviar nas investigações contra ele em troca de apoio político à presidente.

Em sua fala inicial, ele fez referências à investigação da Lava Jato e admitiu que a operação “inevitavelmente tem reflexos sobre pessoas físicas e jurídicas”, mas ponderou que a atuação do Ministério Público no caso tem sido “responsável” e “sem desviar-se da legalidade”.

Janot ainda defendeu a delação premiada e afirmou que, no caso da Lava Jato, 79% delas foram assinadas com investigados que ainda estavam soltos. Outro investigado pela operação Lava Jato, Lindbergh Farias (PT-RJ), questionou Janot sobre os motivos que, segundo ele, investigações contra o PSDB não tinham o mesmo tratamento das contra o PT.

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