domingo, 27 de maio de 2018
Paralímpicos
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Petrúcio Ferreira foca no Mundial e já quer retomar treinamentos

Allan Hebert / 22 de setembro de 2016
Foto: RANIERY SOARES
Novo fenômeno do atletismo brasileiro e ganhador de três medalhas (um ouro e duas pratas) nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, o atleta radicado na Paraíba Petrúcio Ferreira visitou ontem à tarde a sede do Sistema Correio de Comunicação. Em sua passagem, o jovem revelou que não vai ter muito tempo para descanso e já definiu seu próximo objetivo: brilhar no Campeonato Mundial do ano que vem, em Londres.

“Em julho do ano que vem já temos o Mundial e essa competição é a minha grande meta. O que eu sempre venho conversando com o meu treinador Pedrinho (Pedro Almeida) que a gente tem que subir um degrau de cada vez e eu sempre quero chegar nas competições bem preparado para dar o meu melhor”, contou.

Petrúcio ‘ganhou’ apenas duas semanas de folga do seu treinador e pretende viajar para São José do Brejo do Cruz, no Sertão Paraibano, onde pretende reencontrar a família e os amigos. Logo após, ele retorna para João Pessoa para reiniciar os treinamentos. Este ano o atleta ainda participa do Circuito de Loterias Caixas, que será disputado em novembro, em São Paulo.

Com três medalhas nos Jogos Paralímpicos e dois recordes mundiais batidos na prova dos 100m T47, Petrúcio Ferreira saiu credenciado como uma estrela do paradesporto nacional. No entanto, o jovem de apenas 19 anos recusa essa imagem e evita comparações com Alan Fonteles, que brilhou em Londres 2012 ao bater o sul-africano Oscar Pistorius, e já não repetiu o mesmo sucesso neste ciclo.

Sucesso era esperado

Para muita gente o desempenho de Petrúcio foi surpreendente na Rio 2016, não para o técnico Pedro Almeida. O profissional, que é responsável pela descoberta de outros grandes nomes do atletismo como as irmãs Jailma e Jucilene Sales de Lima, além de Andressa Oliveira, esperava o sucesso de seu pupilo, que já era recordista mundial nos 200m, prova que está fora do programa olímpico.

“A gente estava vendo nos treinos que ele estava pronto para ganhar as medalhas e até bater o recorde mundial, mas a gente não tem como cravar. São muito fatores numa competição, às vezes o atleta se machuca, mas nós sabemos do potencial de Petrúcio e ele mostrou para todo mundo o seu talento”, contou o profissional.

Pedrinho não vê limites no atleta que começou a treinar há apenas três anos.

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