domingo, 20 de agosto de 2017
Esportes
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Lutando por dias melhores: atletas derrotam dificuldades e revelam promessas do jiu-jitsu

Renata Fabrício / 16 de agosto de 2015
Foto: Antônio Ronaldo
Uma família de guerreiros sonhadores. É assim que os 45 atletas do Centro de Treinamento Raça Pura Team (RP Team), de Lagoa Seca, se comportam. A equipe formada por meninos, meninas e adultos é a que tem o menor número de atletas do Jiu-Jitsu, o menor tempo de formação (só cinco anos), e mesmo assim já está conseguindo bons resultados em cima de equipes tradicionais e com maior infraestrutura de treinos.

No último dia 5 de julho, a equipe levou sete atletas para disputar a 1ª etapa do Campeonato Paraibano de Jiu-Jitsu na categoria Kids, e foi difícil trazer tanta medalha para casa. Todos os atletas foram 1º lugar na fase individual, e na fase de equipes ficaram em 2º lugar, atrás da Gracie Barra – que possui academias em cidades de todo o mundo. Na 2ª etapa Kids, o RP Team levou sete atletas e voltou pra casa com seis medalhas de ouro e uma de prata.

Já este mês, no dia 9 de agosto, os atletas participaram da Copa Paraíba de Jiu-Jitsu. De quatro atletas, dois voltaram com ouro no peito. No próximo dia 30 a equipe da categoria adulto disputará a 2ª fase do Paraibano com a participação de 18 inscritos.

Sabrina Aciole da Silva Costa, 11, é filha de um pedreiro com uma florista. Ela diz que sempre foi corajosa, muito antes de começar a lutar, e na escola nenhum menino mexe com ela. Isso porque Sabrina já tem cinco medalhas de ouro. A última delas, conquistada na 1ª etapa do Paraibano Kids. Foi a primeira luta dela com outra menina.

Quando perguntada sobre a sensação de voltar para a casa com mais uma medalha de ouro na bagagem, Sabrina sabe o que responder. “Todo guerreiro tem que se conformar, porque mesmo com a derrota, ele tem a sua hora de vencer. Eu fiquei muito orgulhosa de ter vencido, porque mostrei o nome da nossa equipe e da nossa cidade. Meu sonho é chegar até a última faixa. Quero ser veterinária, mas vou dividir minha vida com o esporte”, explica Sabrina.

Dentre os talentos mirins está também Kaique da Silva Nascimento, 10. O pequeno atleta divide a coragem com um pouco de timidez, e com as 14 medalhas que tem.

“A medalha que mais gosto é a do Open Lagoa Seca, porque ela é bonita e caprichada. A luta mais importante e difícil foi em João Pessoa. O outro menino era muito pesado, a íeu dei uma chave de braço nele e ganhei. Sonho em ter mais medalhas, e ser atleta”, resume Kaique.

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