quinta, 24 de maio de 2018
Futebol
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Um drible nas adversidades: Tazinho revela segredo do sucesso

Raniery Soares / 17 de julho de 2016
Foto: João Fábio Soares
Treinar um time de futebol não é uma tarefa fácil e esta missão acaba ganhando um grau de dificuldade ainda maior quando acontece no interior do Nordeste. Elencos com poucos jogadores e salários que estão longe de serem astronômicos como as negociações feitas em times das séries A e B. Mas, como encarar este desafio e conseguir driblar as adversidades?

Deixamos que o técnico Tazinho Camilo, hoje comandando o Sousa Esporte Clube, responda esta pergunta. Na briga por uma vaga na próxima fase da Série D, comandando o único representante do sertão paraibano numa competição nacional, ele contou sobre a missão de encarar o seu primeiro campeonato brasileiro como treinador.

Experiente no mundo da bola como meio-campista, onde boa parte da sua carreira atuou com a camisa do Centro Esportivo Paraibano (CSP), Tazinho garante que mesmo existindo uma carência de material humano e até mesmo de investimentos, ele afirma que a força de vontade e a qualidade que o grupo consegue adquirir com o entrosamento acabam superando as deficiências.

“Existe a carência de jogadores, mas não é só aqui e sim nos clubes que são do mesmo porte. Com relação a Botafogo e Campinense, no caso de hoje, sempre montam grupos com investimentos maiores e isso faz com que eles fiquem um pouco na frente. Mas, não deixamos a desejar. Lógico, queríamos ter duas peças de posição para cada posição, mas sabemos que o poder financeiro não se equipara aos grandes. Sabemos disso e tentamos suprir isso com trabalho, com treinamentos e assim a qualidade vai aparecendo, exatamente pelo entrosamento da equipe”, comentou.

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Hoje o Sousa tem entre 25 e 30 jogadores no elenco, o que pode parecer muito, mas segundo Tazinho é o ideal quando se contrata as peças exatamente para as posições certas.

Na função de técnico há quase dois anos, o ex-jogador revela que mesmo sendo a sua primeira vez no Campeonato Brasileiro ‘fora dos gramados’, a experiência tem sido interessante.

“É um desafio difícil. Lidar com 25, 30 atletas é complicado e nós que temos o comando precisamos tomar atitudes certas, na hora certa. Tenho que chefiar todos eles, onde cada um pensa de maneira diferente e eu mostro que o pensamento precisa ser um só. Estou encarando com naturalidade, aplicando o que eu adquiri nesses anos de futebol e apesar do pouco tempo, a experiência tem sido interessante e graças a Deus estou colhendo os frutos”, revelou Tazinho.

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