quinta, 21 de junho de 2018
Futebol
Compartilhar:

Profut é adiado e agora só em 2018

Franco Ferreira / 14 de setembro de 2016
Uma nova manobra no futebol brasileiro acabou adiando os efeitos da Lei 10.155/2015, que ficou popularmente conhecida como Profut. É que, as entidades que comandam o futebol brasileiro conseguiram transferir as exigências para 2018. A decisão foi tomada pelo Conselho Nacional do Esporte, que pertence ao Ministério do Esporte é composto por entidades como CBF e Confederação Brasileira de Clubes.

Pela Lei, qualquer clube do futebol brasileiro só poderia disputar qualquer competição se apresentasse certidões negativas de débito com a União, certificado de regularidade do FGTS e comprovação de pagamento dos contratos de trabalho e imagem de todos os atletas. Aprovado o adiamento, os clubes só poderão ser rebaixados por não cumprimento da Lei a partir de 2018.

Porém, a mudança no futebol paraibano ainda não está sendo colocada em vigor. Tanto que a Federação Paraibana encaminhou uma notificação aos clubes da Primeira Divisão, solicitando que os documentos exigidos pelo Profut são obrigatórios para o Campeonato Paraibano de 2017.

Na Primeira Divisão, uma briga entre Treze e Campinense provocou a paralisação da competição. Os dirigentes do Galo alegaram que a Raposa não tinha as certidões.

Outro caso foi Segundona. O Serrano ficou duas rodadas fora, após ser excluído pela FPF por não ter apresentado todos os documentos.

As opiniões na Paraíba

A Federação Paraibana de Futebol ainda não recebeu nenhum comunicado oficial por parte da CBF. Pelo menos é o que garante o diretor jurídico da entidade, Marcos Souto Maior Filho.

Ele garante que obteve a informação de forma extra-oficial, mas que até agora nada foi formalizada junto à entidade que organiza o futebol na Paraíba. “O problema não é a resolução administrativa do Conselho Nacional, mas sim o arbitral que expressamente exige”, garante o dirigente.

Outro que opinou foi o presidente do Tribunal de Justiça Desportiva de Futebol da Paraíba (TJDF-PB), Lionaldo Santos. Para ele, só quem perde mais uma vez com este acontecimento é o futebol brasileiro. “Quando a Lei é boa, ela nem sempre prevalece”, assegura.

Leia Mais

Relacionadas