domingo, 20 de maio de 2018
Turismo
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Apesar do crescimento, turistas reclamam de sujeira e falta de sinalização na PB

Érico Fabres / 04 de Fevereiro de 2018
Foto: FÁBIO CARDOSO
João Pessoa cresceu no cenário nacional como um dos principais destinos turísticos do Nordeste. De 2010 para 2017, o número de turistas ao ano aumentou de 955,3 mil para 1,2 milhão ano - crescimento de 25,61%. Porém a infraestrutura da cidade ainda segue em atraso.

A Pesquisa Anual do Desempenho do Turismo na Região Metropolitana de João Pessoa, realizada pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas Econômicas e Sociais da Paraíba, feita com turistas que visitaram a Paraíba entre dezembro de 2017 e janeiro deste ano, apontou uma série de gargalos que enfrentaram, entre eles, sujeira e poucas lixeiras nas principais praias urbanas; falta de placas de sinalização turística, principalmente com os nomes das praias; sinalização precária no Centro Histórico de João Pessoa e nos bairros da Capital; e o tamanho do Aeroporto Castro Pinto, considerado muito pequeno para atender os turistas.

Durante um bom tempo, João Pessoa foi a prima pobre das três capitais nordestinas que se avizinham: Recife e Natal. Os turistas passavam só para ir de Pernambuco para o Rio Grande do Norte e vice-versa. Porém o tempo modificou isso e, por suas belezas naturais e localização estratégica, passou a ser também um destino que cada vez mais se consolida no cenário nacional, principalmente pela divulgação boca a boca, de quem já veio para a cidade.

De acordo com a Pesquisa, 70,51% dos turistas que vieram em 2017 para João Pessoa já haviam vindo ao Estado, mostrando uma fidelização do viajante.

Insatisfeitos com informação

Uma grande prova que João Pessoa não estava preparada para crescer no turismo nacional é que as maiores insatisfações foram verificadas nos serviços de sinalização e informação turística.

Apesar do bom desempenho (74,73%), foram registradas muitas críticas ao quesito limpeza da cidade, como a sujeira no Terminal de Integração, esgoto desaguando nas vias e na orla e falta de lixeiras nas praias da Costa do Conde e, em relação à segurança pública, pouco policiamento em alguns pontos da cidade.

O transporte público foi o serviço que recebeu a menor classificação de “ótima ou boa” (70,45%). Dentre os insatisfeitos, as principais críticas foram: “A superlotação dos ônibus urbanos”; “Longo tempo de espera nas paradas de ônibus” e “Tarifa elevada”.

Mais seis mil leitos

O Distrito Industrial do Turismo da Capital paraibana, segundo Ivan Burity, secretário executiva de Turismo do Estado, pode resolver ou amenizar a falta de hospedagem para os turistas, já que deve aumentar em 60% o número de leitos em hotéis de João Pessoa, passando dos 10 mil atuais para 16 mil.

De acordo com Burity, Natal possui 30 mil leitos em hotéis e o grande impedimento, em João pessoa, é que os empreendimentos sempre foram localizados na orla, onde inicialmente permitia prédios com, no máximo dois andares e depois foi alterado para quatro, o que ainda restringe a quantidade de vagas.

Está prevista a abertura de três novos hotéis em João Pessoa este ano, o que irá ampliar em pelo menos 250 novos leitos para a alta estação de verão, no final do ano.

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