sábado, 18 de novembro de 2017
Trabalho
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Discussão sobre reforma da previdência fica para o segundo semestre

Folha Press / 12 de março de 2016
Foto: Divulgação
A presidente Dilma Rousseff reconheceu ontem a possibilidade de ser adiado para o segundo semestre o envio ao Congresso Nacional da proposta de reforma previdenciária. Em entrevista à imprensa, a petista afirmou que o governo federal tem feito uma avaliação sobre o envio no primeiro ou no segundo semestre. No mês passado, a intenção do Palácio do Planalto era enviá-la até o final de abril.

Com as resistências de partidos da base aliada, como PT e PDT, a presidente estuda deixar a polêmica mudança para o final do ano, sobretudo diante da possibilidade de abertura do processo de impeachment na Câmara dos Deputados.

A informação de que a petista estuda adiar a reforma previdenciária foi antecipada na semana passada pela reportagem.

A presidente está sendo pressionada por sua equipe a adiar para o segundo semestre o envio ao Congresso Nacional da proposta.

A expectativa é que ela acate a sugestão porque “não há clima” político para discutir tema tão polêmico.

Segundo relato de auxiliares da petista, o ministro Nelson Barbosa (Fazenda) está “isolado” dentro do governo na defesa de que a reforma previdenciária seja encaminhada ao Congresso até o fim de abril, como o governo anunciara.

Ministros palacianos dizem que o adiamento seria um gesto na direção de partidos aliados como PT, PDT e PTB e da sua base social para conquistar apoios num momento de piora da crise política e do risco de impeachment.

Um ministro de Dilma disse que a ideia não é o governo desistir da reforma, considerada essencial pela presidente, mas deixá-la para o segundo semestre, de preferência depois das eleições municipais.

 

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