segunda, 19 de fevereiro de 2018
Economia
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Tecnologia ajudará clientes durante greve dos bancos

Edson Verber / 02 de setembro de 2016
Foto: Assuero Lima/Arquivo
A superintendente do Procon da Paraíba Késsia Dantas, adverte aos Sindicatos dos Bancários da Paraíba (sediados em João Pessoa e Campina Grande), que a greve – prevista para a partir do dia 06/09 - é constitucional, mas se os direitos dos consumidores forem prejudicados, a exemplo do que ocorreu no ano passado, entrará na Justiça, pois os depósitos e compensação de cheques têm de ser garantidos. Já os usuários dos bancos não demonstram mais a preocupação de antes, pois muitos usarão os aplicativos dos celulares e os correspondentes bancários.


À pergunta: o que pode na greve dos bancários, a Superintendente disse que “tudo que não prejudique os direitos dos consumidores, como parar os diversos serviços internos numa proporção que garanta os 30% do contingente em atividade, pois os depósitos nas máquinas têm de ser mantidos a partir da permanência da opção depósito e o fornecimento dos envelopes. Caso contrário, entraremos novamente com Ação Coletiva na Justiça”.


Ela orientou os consumidores a usar, mais para os casos de pagamentos de faturas e saques, os correspondentes bancários que, inclusive, estão nos grandes supermercados, para os casos de bancos privados. Os bancos oficiais, Caixa e do Brasil estão nas lotéricas, que existem em todos os principais bairros. No caso do Banco do Brasil ainda tem nas agências dos correios.


 Tecnologias ajudam


“Eu, todo ano, como já é de costume vou à minha agência e pego envelopes para fazer os depósitos nos caixas eletrônicos, onde também faço alguns pagamentos e saques. Também uso as lotéricas e o Pague Fácil. Não me preocupo muito. E os bancários devem lutar pelos seus direitos”- disse o funcionário público estadual Antônio Pereira, que estava na recepção do Procon-PB.


O pequeno comerciante do Mercado Central, Eraldo Medeiros, já pensa de acordo com suas necessidades. “No meu negócio eu forneço para vários pequenos comerciantes e, quando tem greve, tem uns que aproveitam para atrasar os pagamentos alegando a greve. Também noto que durante as greves, nos anos passados, as vendas caíram bastante. Espero que não tenha. Mas se tiver eu vou usar os caixas eletrônicos pra fazer os depósitos. É ruim porque a quantia de cada depósito é limitada e vou ter repetir operações”.


Já o técnico Marcos Cardoso, residente no Valentina de Figueiredo e fazia feira no Mercado Central, disse que “faço tudo no aplicativo do meu celular. Inclusive, depósitos de cheques, usando o código de barras. Também faço os pagamentos dos cartões e faturas, da mesma forma”.

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