terça, 19 de junho de 2018
Economia
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Setor de bares e restaurantes pode demitir 250 mil

Redação / 14 de julho de 2016
Foto: Nalva Figueiredo
A crise econômica tem afetado o faturamento das empresas que atuam no setor de alimentação fora do lar. Cerca de 34% das empresas operam no prejuízo -uma de cada três empresas está no vermelho. Por outro lado, a queda de receita não está refletida no número de clientes nos estabelecimentos, mas diretamente na mudança de comportamento deles. A presença de clientes nos bares e restaurantes praticamente não apontou queda significativa.

Mas, se não resta dúvida de que o consumidor não abandonou os bares e restaurantes, também é claro -0,69% que ele reduziu os seus gastos e promoveu uma intensa migração de faixa de gasto mais alto para as faixas de gasto mais baixas. Enquanto os estabelecimentos com tíquete por cliente na faixa de R$ 25 a R$ 70 apresentam queda de faturamento de até 30%, os com tíquetes abaixo de R$ 15 chegam a faturar até 15% a mais.

Comportamentos como a mulher trabalhando, custos com contratos com empregados domésticos e o ato de comer fora de casa deixam as empresas mais cheias, porém com faturamento menor. Pessimismo. O ambiente de incertezas políticas coloca para baixo as expectativas dos empresários em relação ao faturamento em 2016. Há registro de uma projeção de queda de 0,85% este ano, em relação ao ano passado, consequência da política econômica nacional, reflexo do conturbado ambiente da política.

Setor deve demitir 250 mil pessoas

A Pesquisa de Conjuntura Econômica do Setor de Alimentação Fora de Casa divulgada pela Abrasel Nacional (Associação Brasileira de Bares Restaurantes e Similares) apontou ainda que setor de alimentação fora de casa pode demitir 250 mil pessoas somente em 2016 com o agravamento da crise.

O reflexo quase que imediato dessa queda de faturamento pode ser percebido no fechamento das portas no setor e, consequente, processo de demissões. A relação entre público e gastos faz com que o empresário comece a se reinventar e a tomar medidas para se adaptar a esse momento. Essas medidas também têm impacto direto no emprego. Se há investimentos em automação e qualificação de mão de obra, há redução de quadro de funcionários estimado em 10%.

64% das empresas indicam que o setor continuará demitindo e fechando as portas em 2016. O Nordeste foi a segunda região brasileira que mais reduziu pessoa, com 7,62%, perdendo para o Sul, onde houve uma redução de pessoal de 7,78%.

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