quarta, 22 de novembro de 2017
Economia
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Seguro Popular é regulamentado e favorece veículos mais antigos

Érico Fabres / 08 de abril de 2016
Foto: Arquivo
A Superintendência de Seguros Privados (Susep) divulgou essa semana as regras e os critérios para a operação do Seguro Auto Popular no Brasil, por meio da Resolução nº 336 do Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP). A implementação da norma representa a possibilidade de suprir um mercado potencial de cerca de 20 milhões de veículos (carros, motocicletas, ônibus e caminhões), com idades entre cinco e 20 anos de uso, que circulam pelo país sem qualquer tipo de cobertura, segundo estimativas da Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg).

Na Paraíba, mais de 40% (440 mil) da frota possui mais de 15 anos, o que favoreceria os proprietários dos veículos. Na Paraíba, de acordo com um levantamento realizado pela empresa Minuto Seguros, divulgado ano passado, 26,3% da frota possuía seguro, ou seja, quase 290 mil automóveis. A permissão para a utilização de peças usadas - oriundas de empresas regulamentadas especializadas em desmontagem de veículos - para a recuperação de veículos segurados sinistrados é uma das principais diretrizes apresentadas pela resolução do CNSP.

A norma define ainda que a cobertura do Seguro Auto Popular deverá compreender, no mínimo, a garantia de indenização por danos causados ao veículo por colisão. As seguradoras deverão, também, oferecer ao consumidor a opção entre a utilização de ofi cinas de livre escolha ou pertencentes à sua rede referenciada. O presidente da CNseg, Marcio Serôa de Araújo Coriolano, considera a regulamentação do Seguro Auto Popular um importante avanço, sobretudo diante do atual cenário conjuntural do país. Nesse sentido, Coriolano destaca a importância desse novo mercado que se abre.

Utilização de peça não original

Marcio Serôa de Araújo enfatiza que, embora o fato seja positivo, há ainda a necessidade de aperfeiçoamento das diretrizes da resolução do CNSP, para que sejam atendidas as expectativas em relação ao novo produto por parte dos consumidores e dos canais de distribuição. Entre os pontos a serem aprimorados, Coriolano destaca a possibilidade de utilização de peças não originais que atendam às especificações técnicas dos fabricantes, permitindo, assim, maior penetração do produto. “A utilização somente de peças usadas obtidas junto às empresas de desmontagem de veículos poderá não ser sufi ciente para atender à demanda do mercado”, justificou o presidente da Confederação.

Em relação ao preço do novo seguro, que deverá começar a ser comercializado no segundo semestre deste ano, ainda não é possível avaliar o percentual de redução do valor em relação ao produto tradicional. “Haverá um barateamento sim e essa redução será maior nas localidades onde o principal fator de indenizações por parte das seguradoras decorra de colisões de veículos”, elucidou o executivo. O presidente da CNseg projeta ainda que o Seguro Auto Popular, dependendo do aperfeiçoamento que possa ser realizado na norma, poderá representar um crescimento de até 10% na quantidade de veículos segurados no país, hoje na casa dos 17,5 milhões.

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