domingo, 20 de maio de 2018
Economia
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Rendimento médio do paraibano diminui e chega a R$ 1552,00

Celina Modesto / 18 de Maio de 2018
Foto: Reprodução
No primeiro trimestre deste ano, a Paraíba tinha 205 mil pessoas consideradas “desalentadas” (sem perspectiva) - o que representa uma taxa de 10,3% da população. A quantidade de paraibanos desalentados supera o das regiões Sul (186 mil) e Centro-Oeste (182 mil). O desalento desses paraibanos foi provocado por uma causa muito específica: a falta de oportunidade no mercado de trabalho. A nomenclatura é utilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para classificar as pessoas que estão fora da força de trabalho mesmo estando disponíveis para assumir um emprego.

Os motivos para os desalentados estarem fora da força de trabalho, para fins de contagem do IBGE, são: não ter conseguido trabalho adequado; não ter experiência profissional ou qualificação; não haver trabalho na localidade em que residia ou não conseguir trabalho por ser considerado muito jovem ou muito idoso. Os dados integram a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNADC) Trimestral, que aborda aspectos relacionados ao mercado de trabalho, divulgada nessa quinta-feira (17) pelo instituto.

O desalento quantificado pelo IBGE também provém da desesperança da falta de oportunidades no mercado. “Também se enquadram as pessoas que procuraram trabalho por muito tempo, durante o período de recessão de 2015 e 2016 ou de instabilidade no mercado, por exemplo, mas não conseguiram e por isso ficaram desalentadas e desistiram de procurar trabalho”, explicou o supervisor de disseminação de informações do IBGE na Paraíba, Jorge Souza Alves.

O Nordeste é a região com o maior número de desalentados: 2.804 milhões. O número representa mais de 50% do registrado em todo o país pelo IBGE, que totalizou 4.630 milhões de janeiro a março deste ano. O instituto também mediu a subutilização da força de trabalho no país. A taxa de desocupação na Paraíba – ou seja, pessoas que estavam sem trabalho durante a pesquisa, mas que estavam procurando - foi de 11,7% no 1º trimestre deste ano, um aumento de 1,7% na comparação com o trimestre anterior.

Além disso, a Paraíba registrou nos primeiros três meses deste ano taxa combinada de 21,9% contando desocupados e subocupação por insuficiência de horas trabalhadas. Considerando desocupados e a força de trabalho potencial – pessoas que não estavam ocupadas nem desocupadas, mas tinham potenciam para se transformarem em força de trabalho –, a taxa de paraibanos nessa situação foi de 23,7% no período. Dessa forma, a subutilização da força de trabalho paraibana, que considera as taxas de desocupação, subocupação por insuficiência de horas trabalhadas e força de trabalho potencial, foi de 32,5%, a terceira maior da série história - a maior foi registrada em 2013 (34,1%).

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