quinta, 19 de julho de 2018
Economia
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Proteste contra internet limitada: Marco Civil não permite corte no fornecimento

Érico Fabres / 17 de abril de 2016
Foto: Divulgação
Três das principais operadoras de telecomunicações do Brasil (Vivo, Oi e NET), agora disponibilizam acesso à internet fixa por meio de franquias, impondo um limite ao volume de download que cada consumidor pode usar. Na prática, nem todas realmente bloqueiam o acesso quando a franquia chega ao fim, mas preveem o bloqueio em seus contratos. De acordo com a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (proteste), que já tem uma ação contra o novo modelo, o Marco Civil da Internet deixa claro que uma companhia de telecomunicações só pode impedir o acesso de um cliente à internet se este deixar de pagar a conta.

Em 2014, um estudo divulgado pela empresa de tecnologia americana Akamai revelou a velocidade média da internet banda larga em 54 países.

O Brasil, empatado com o Vietnã, obteve uma média de 2,9 Mbps, a nona pior, atrás dos vizinhos Argentina (4,2 Mbps) e Uruguai (5,6 Mbps).

Como destaque do estudo, aparece a Coreia do Sul, com a média de 24,6 Mbps, mais de oito vezes a média brasileira.

Um ano antes, uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) mostrou que o país tinha a segunda internet mais cara do mundo, graças também aos altos impostos aplicados no setor (40%). O estudo relacionava o preço médio da banda larga com a renda per capita. Esta semana, diante do crescimento das repercussões via redes sociais sobre a intenção das operadoras, o Governo Federal solicitou à Anatel que adote medidas para que as empresas não cometam abusos.

Em ofício, o Ministério das Comunicações orientou a agência avaliar a situação e fiscalizar as empresas para que os contratos sejam cumpridos.

Na Paraíba

Três operadoras locais não aderiram à tática conjunta das grandes para cercar o consumidor e deixá-lo sem saída: a BR27 - cuja rede está sendo instalada em fibra ótica e já começa a chegar a alguns bairros da Capital  - a Brisanet e Voax Telecom.

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