quarta, 20 de setembro de 2017
Economia
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Previdência da Paraíba registra saldo positivo de 18% em um ano

Celina Modesto / 18 de agosto de 2017
Foto: Reprodução
Depois de registrar por três anos consecutivos rombo nas contas, a Paraíba teve, em 2016, saldo positivo de R$ 248 milhões, considerando os gastos com Previdência - que aumentou 18%, passando de R$ 951 milhões em 2015 para R$ 1,118 bilhão em 2016 - e arrecadação - que também aumentou, mesmo diante de um ano de dificuldades na economia.

No Brasil, os resultados não foram tão animadores. O aumento dos gastos com Previdência e o impacto negativo da crise sobre a arrecadação fizeram os estados registrar um rombo de R$ 2 bilhões no ano passado. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (17) pelo Tesouro Nacional e integram o Boletim de Finanças dos Entes Subnacionais 2016.

O resultado reflete duas situações no estado. Enquanto a receita corrente líquida obteve incremento de 13% no ano passado, totalizando R$ 9,0 bilhões, as despesas não financeiras, que incluem o gasto com folha de pessoal, além de pensionistas e aposentados, também registraram crescimento no período.

A variação entre 2015 e 2016, de acordo com os dados do Tesouro Nacional, foi de 7% no estado, correspondente a um montante de R$ 8, 8 bilhões. Considerando apenas a arrecadação própria, a Paraíba foi um dos poucos estados que registrou variação real positiva no item, com receita de R$ 5,2 bilhões em 2016, um crescimento de 9% sobre 2015. Além da Paraíba, Alagoas, Maranhão, Ceará, Bahia, Paraná, Tocantins, Roraima e o Distrito Federal conseguiram ganhos reais implementando aumentos de alíquotas, especialmente no ICMS ou no IPVA.

Boletim

Os dados do boletim elaborado pelo Tesouro Nacional consideram os dados referentes a 2016 e, as informações divulgadas nesta quinta-feira (17), são da primeira versão do documento. No país, enquanto as receitas líquidas dos entes da federação subiram R$ 30 bilhões no ano passado, as despesas cresceram R$ 32,9 bilhões.

Os números do Tesouro diferem dos informados pelo Banco Central porque a autoridade monetária faz o cálculo com base na variação das dívidas dos entes da federação.

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