quinta, 19 de julho de 2018
Economia
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Prefeituras apostam na concessão de benefícios para incentivar empresas

Ellyka Akemy / 16 de abril de 2016
Foto: Divulgação
A parcela dos municípios paraibanos que utilizam algum mecanismo de incentivo à implantação de empreendimentos aumentou 17% em 2015 em relação ao ano de 2012. Foi o que revelou a Pesquisa Básica de Informações Municipais 2015, divulgada nessa sexta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nessa categoria, a Paraíba apresentou situação oposta à nacional, que registrou uma queda de 1,1%, considerando o mesmo período.

Na Paraíba, em 2012, 87 cidades concederam algum tipo de mecanismo de incentivo à implantação de empreendimentos. Naquele ano, o mais comum foi a doação de terrenos (33). Depois os mais utilizados foram: redução do IPTU, isenção de ISS e cessão de terrenos - cada um desses instrumentos foi utilizado por 23 gestões municipais.

Em 2015, o número de incentivo à instalação de empresas subiu para 102. O modelo de benefício mais usado foi a isenção total do IPTU, que registrou um aumentou expressivo de 200%. Subiu de 14 (em 2012) para 42 (em 2015).

Contratação de assessorias

Em 2015, 92% dos municípios paraibanos contrataram serviços de assessoria terceirizados. O percentual ficou acima da média nacional, que foi de 86%. Na Paraíba, o serviço mais utilizado foi o de contabilidade/financeira, sendo realizado por 190 municípios, o que equivale a 92% dos que utilizam algum tipo de assessoria. O serviço de acompanhamento jurídico foi o segundo mais usado pelas gestões municipais, sendo adotado em 174. Dos 223 municípios paraibanos, apenas 16 informaram não adotar nenhum tipo assessoramento.

Em relação à terceirização de serviços públicos, 63% dos municípios da Paraíba contrataram em 2015 empresas para a execução de pelo menos uma das atividades pesquisadas. A média nacional foi de 86%.

A coleta de resíduo sólido hospitalar foi o serviço mais terceirizado, sendo aplicada por 67% dos municípios. Em seguida, aparecem coleta de resíduo sólido domiciliar (59%) e limpeza urbana (43%). E 82 municípios informaram não terceirizar nenhum tipo de atividade.

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