domingo, 19 de novembro de 2017
Economia
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População se sente indefesa e investe R$ 5,4 bilhões em segurança privada

Érico Fabres / 06 de abril de 2016
Foto: Arquivo
Em 2015, o faturamento do segmento de Sistemas Eletrônicos de Segurança cresceu 6%, em relação a 2014, atingindo R$ 5,4 bilhões. Essa é a estimativa da ABESE (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança). De total gasto, R$ 920 milhões, ou 17% do montante, foi no Nordeste. A expectativa para este ano é que continue crescendo mesmo com a crise, porém um pouco menos: entre 4% e 5%.

Os números mostram que, mais que as dívidas, as pessoas estão se preocupando em se sentir protegidas, ainda que não seja barato isso (uma cerca elétrica, por exemplo, custa, no mínimo, R$ 800 para instalar em João Pessoa).

Os principais fatores que estão sustentando esse crescimento são os menores investimentos em segurança feitos pelos governos federal, estaduais e municipais. Ou seja, para não ficarem reféns do medo, as pessoas preferem gastar para poder dormir sossegadas.

Apesar de o segmento em geral ter obtido um crescimento menor que em 2014, quando registrou 9% de aumento em seu faturamento, estima-se que o faturamento da indústria nacional de sistemas de alarmes cresceu 15% em 2015.

O segmento de Sistemas Eletrônicos de Segurança registrou uma média de crescimento de 9% nos últimos cinco anos. Além dos fatores que sustentaram o crescimento desse mercado em 2015, mesmo num ambiente de crise econômica, a presidente da ABESE, Selma Migliori, atribui o crescimento constante do segmento também “ao empenho de seus empresários em se organizar para profissionalizá-lo, regulamentar a atividade, aumentar a sua representatividade e sua visibilidade, demonstrando sua importância para a segurança das pessoas e do seu patrimônio e sua contribuição socioeconômica ao país”.

 

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